FALANDO GREGO

FALANDO GREGO

(My Life in Ruins)

2009 , 98 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 11/09/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Donald Petriee

    Equipe técnica

    Roteiro: Mike Reiss

    Produção: Peter Safran, Rita Wilson, Tom Hanks

    Fotografia: Jose Luis Alcaine

    Trilha Sonora: David Newman

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Alexis Georgoulis, Alistair McGowan, Caroline Goodall, Christina Mitropoulou, Heather Blair, Jareb Dauplaise, Macarena Benites, Maria Adanez, María Botto, Nia Vardalos, Rachel Dratch, Ralph Nossek, Richard Dreyfuss, Sheila Bernette, Simon Gleeson

  • Crítica

    10/09/2009 10h59

    A atriz, roteirista e produtora norte-americana de origem grega Nia Vardalos ganhou fama internacional (e muito, muito dinheiro) sete anos atrás, quando escreveu e protagonizou a comédia Casamento Grego. Satirizando os hábitos e costumes da colônia grega residente nos EUA, o filme obteve uma das melhores relações faturamento/ custo da história, arrecadando nas bilheterias do mundo todo uma quantia 70 vezes superior aos US$ 5 milhões investidos em sua produção. Isso sem falar em home vídeo. Casamento Grego chegou a virar até seriado para TV, mas Nia não conseguiu mais repetir o feito em seus filmes posteriores.

    Agora, na tentativa de se reencontrar com o sucesso, ela retorna à cultura do país que a consagrou: a Grécia. Na comédia romântica Falando Grego, Nia interpreta a inquieta Georgia, professora desempregada de História que tenta ganhar a vida como guia turística em Atenas. Ela sonha em ensinar aos seus turistas as maravilhas da história e da cultura gregas, mas logo percebe que as pessoas por ali só querem um pouco de diversão rápida, sorvetes aos montes e comprar bugigangas em lojinhas de suvenir.

    A partir desta frustração inicial, o roteiro do filme segue os cânones do road movie tradicional: durante uma excursão de quatro dias, tanto Georgia como sua estranha trupe de turistas entram num processo de desavenças, brigas, segredos revelados e reconciliações redentoras, das quais todos sairão melhorados como pessoas.

    A trama começa como comédia e aos poucos altera seu curso para o romance, com algumas pitadas de dramaticidade. Oferece diálogos divertidos e espirituosos (alguns intraduzíveis para o português) e constroi sátiras ferinas contra determinados tipos humanos sempre presentes em ônibus de excursões. Quem já viveu a experiência, vai se identificar. De quebra, ainda traz uma forte crítica ao consumismo vazio, em pleno berço da democracia e da civilização ocidental.

    Sem querer estragar o final do filme, chama a atenção o destino do personagem Ivy, vivido pelo sempre ótimo Richard Dreyfuss. Nitidamente, o que deveria acontecer após ele ter sido “buscado pela esposa” provavelmente foi rejeitado pelas famosas pesquisas de opinião e exibições-teste feitas antes da estreia do filme. Algo foi alterado e o destino de Ivy ficou dos mais truncados. Melhor não dizer mais, para não entregar o final, mas repare.

    De qualquer maneira, o resultado é uma divertida “sessão da tarde” que pode não ser tão maravilhosa como as ruínas gregas, mas oferece ao público um entretenimento digno, divertido, romântico e, em determinados momentos, até emocionante. Ótimo para ver a dois.

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