FALCÃO NEGRO EM PERIGO

FALCÃO NEGRO EM PERIGO

(Black Hawk Down)

2001 , 144 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Ken Nolan

    Produção: Jerry Bruckheimer, Ridley Scott

    Fotografia: Slawomir Idziak

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Jerry Bruckheimer Films, Revolution Studios, Scott Free Productions

    Elenco

    Abdibashir Mohamed Hersi, Boyd Kestner, Brendan Sexton III, Brian Van Holt, Carmine Giovinazzo, Charlie Hofheimer, Chris Beetem, Dan Woods, Danny Hoch, Enrique Murciano, Eric Bana, Ewan McGregor, Ewen Bremner, Gabriel Casseus, George Harris, Glenn Morshower, Gregory Sporleder, Hugh Dancy, Ian Virgo, Ioan Gruffudd, Jason Hildebrandt, Jason Isaacs, Jeremy Piven, Johann Myers, Johnny Strong, Josh Hartnett, Joshua Quarcoo, Kent Linville, Kim Coates, Kofi Amankwah, Lee Geohagen, Matthew Marsden, Michael Roof, Nikolaj Coster-Waldau, Orlando Bloom, Pavel Vokoun, Razaaq Adoti, Richard Tyson, Ron Eldard, Sam Shepard, Steven Ford, Tac Fitzgerald, Tom Guiry, Tom Hardy, Tom Sizemore, Treva Etienne, Ty Burrell, William Fichtner, Zeljko Ivanek

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    É um dos próprios personagens principais que admite: “Se alguém me perguntasse qual o significado disso tudo, eu não responderia, porque ninguém entenderia.” O pensamento resume a filosofia tanto de Falcão Negro em Perigo como de vários outros filmes de guerra produzidos pelo país mais bélico do mundo: não há – mesmo - qualquer tipo de explicação. O cinema dos Estados Unidos tenta repetidamente vender a imagem dos norte-americanos como guardiões implacáveis da democracia e da ordem mundiais, mas só conseguem convencer os próprios conterrâneos. Faz tempo que o resto do planeta não cai mais neste conto de fadas paramilitar.

    Agora, o Lobo Mau é a Somália. Para o público médio norte-americano, que não conhece a diferença entre Xangai e Sushi, isso não tem a menor importância.
    Falcão Negro em Perigo é baseado numa desastrosa operação militar ocorrida em 1993, quando centenas de soldados do Tio Sam se auto-armadilharam entre rebeldes revolucionários nas ruas de Mogadício. Foram mais de 18 horas de tiroteios, mortes, carnificinas e estratégias equivocadas. O que o filme faz é reduzir todas estas horas para 143 minutos, utilizando, é claro, o que há de mais avançado em recursos visuais. É como se o diretor do filme, Ridley Scott, retornasse à sua arena dos gladiadores romanos do ano passado e refilmasse, agora com soldados, os horrores da matança dos bárbaros. Com uma grande diferença: Falcão Negro em Perigo não tem um milésimo do conteúdo e da emoção de Gladiador.

    Ao final dos cansativos 143 minutos de balas zunindo pelas cabeças da platéia, os letreiros finais tentam justificar o injustificável. Como num orgulhoso placar de horror, o público é informado que na operação morreram 19 americanos, contra mais de mil somalis. Na mórbida contabilidade militar, aqui endossada para o cinema, isto tem cheiro de vitória.

    6 de março de 2002

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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