FALSA LOURA

FALSA LOURA

(Falsa Loura)

2007 , 103 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/04/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Carlos Reichenbach

    Equipe técnica

    Roteiro: Carlos Reichenbach

    Produção: Sara Silveira

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: Marcos Levy, Nelson Ayres

    Estúdio: Dezenove Som e Imagens

    Elenco

    Djin Sganzerla, Maurício Mattar, Rosanne Mulholland, Suzana Alves, Vanessa Prieto

  • Crítica

    18/04/2008 00h00

    Em seu 15º. Longa-metragem, o cineasta Carlos Reichenbach focaliza novamente o universo da trabalhadora feminina urbana de baixa renda, como já havia feito em Garotas do ABC e Anjos do Arrabalde. Desta vez, quem comanda a história é Silmara (a bela Rosanne Mulholland), uma sensual operária que atua como uma espécie de "líder" entre suas iguais. Ela é a mais descolada, a mais bonita, a que melhor sabe se vestir, a que dá dicas de moda e beleza para as companheiras de trabalho, enfim, uma mulher de personalidade forte, e por isso mesmo amada e invejada. Não há homem que não a olhe com desejo.

    Numa primeira e apressada análise, Silmara é quase uma biscate. Porém, aos poucos Reichenbach revela que sua protagonista carrega consigo toda a força necessária para sustentar seu pai, ex-presidiário, seu lar, ao mesmo tempo em que esconde uma ingenuidade que chega a ser surpreendente. No filme, o mundo desta operária acaba sendo revolucionado por três fortes presenças masculinas: seu próprio pai, um ídolo da música jovem, e um mito da música brega.

    Como sempre, o desenvolvimento narrativo dos filmes de Reichenbach é realizado também através da trilha sonora, marca registrada do diretor, ele próprio um cineasta com formação musical.Generoso com os personagens femininos, e cruel com os masculinos, Falsa Loura é um filme sobre máscaras, ilusões e decepções. Todos escondem algo, deliberadamente ou não. O rosto do pai é mercado com uma queimadura, no melhor estilo Fantasma da Ópera. A amiga feia se transforma em bonita. O irmão se transforma em "irmã". Os mitos musicais caem e viram pesadelos. Nada é o que parece, e como o próprio título do filme já diz, até a loura é falsa.

    Tudo com a marca registrada do cinema muito particular de Reichenbach, um contador de histórias que rejeita as fórmulas fáceis e evita a todo custo o roteiro convencional. Um dos últimos e raros cineastas eminentemente autorais do nosso país.

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