FAMA (2009)

FAMA (2009)

(Fame (2009))

2009 , 107 MIN.

12 anos

Gênero: Musical

Estréia: 06/11/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Tancharoen

    Equipe técnica

    Roteiro: Allison Burnett

    Produção: Gary Lucchesi, Mark Canton, Richard S. Wright, Tom Rosenberg

    Fotografia: Scott Kevan

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Lakeshore Entertainment, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), United Artists

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Anna Maria Perez de Tagle, Charles S. Dutton, Debbie Allen, Kay Panabaker, Kelsey Grammer, Kherington Payne, Megan Mullally, Naturi Naughton, Walter Perez

  • Crítica

    05/11/2009 11h19

    Apesar do título Fama, o musical que traz a atmosfera dos anos 80 aos dias de hoje trata de sonho e de como se relacionar com a arte, seja ela dança, música ou interpretação. Primeiro ponto a favor do filme que, em plena era da celebridade e superexposição, opta por não agrupar um monte de jovens na busca frenética por cliques e reconhecimento instantâneo. É mais um filme sobre a vivência da arte do que sobre a conquista da fama.

    O segundo ponto a favor do filme é o diálogo entre o pop, o rap e o erudito. Nesse universo de jovens artistas, Fama poderia ter adotado uma linha musical que assumisse o pior do pop contemporâneo, canções de produtores, frutos da tecnologia das mesas de som. Mas o filme reverencia e adota o clássico sem perder modernidade, frescor.

    O terceiro ponto é o carisma e o carinho com que a protagonista Denise (Naturi Naughton) é construída. Apesar de o filme acompanhar sete personagens, ela é a mais importante e provavelmente a melhor construída. Uma jovem pianista clássica, mas que se revela uma Beyoncè. Seu primeiro dilema é sair do ambiente de conforto (música erudita) e tentar algo novo (hip hop). Esse mesmo dilema se desdobra na péssima recepção dos pais, que não aceitam a ideia.

    O fato de os pais, negros, não aceitarem que ela ponha sua voz em um rap, ainda dá margem para outras duas interpretações: ou é um desejo do diretor Kevin Tancharoen em mostrar que a imagem do negro pode ser associada ao clássico ou é intenção de cutucar o próprio preconceito que um negro classe média tem com um pobre. Sendo uma ou outra – ou nenhuma das duas – mostra que a personagem é desenhada com mínimo esmero.

    Bem, isso é apenas uma parte do filme. E o principal são as canções, obrigação de um musical. Nesse quesito, Fama é empolgante. O casamento entre música e dança é agradável e prazeroso, mesmo que a refilmagem não tenha reproduzido a principal sequência do longa original, a dança sobre os carros.

    Porém, se acerta nos momentos de dança, erra nas passagens em que a canção serve ou para definir a personagem ou ligar os capítulos da história. Momentos extremamente didáticos, que poderiam ser resolvidos com mais criatividade.

    No saldo, Fama agrada pelas músicas, danças, montagem e interpretações decentes dos atores principais, especialmente Naturi Naughton e Collins Pennie, que vive o problemático Malik. Não só pelas qualidades dos atores, mas também porque o roteiro de Allison Burnett caprichou nos dois personagens.

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