FEIRA DAS VAIDADES

FEIRA DAS VAIDADES

(Vanity Fair (2004))

2004 , 137 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mira Nair

    Equipe técnica

    Roteiro: Julian Fellowes, Mark Skeet, Matthew Faulk

    Produção: Donna Gigliotti, Janette Day, Lydia Dean Pilcher

    Fotografia: Declan Quinn

    Trilha Sonora: Mychael Danna, Terry Davies

    Elenco

    Bob Hoskins, Gabriel Byrne, James Purefoy, Jim Broadbent, Jonathan Rhys-Meyers, Reese Witherspoon, Rhys Ifans, Robert Pattinson, Romola Garai

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Todo mundo já ouviu falar em atores e atrizes que engordam e/ou emagrecem para fazer um papel. Mas engravidar para fazer um filme parece um pouco radical demais. Foi (mais ou menos) isso que aconteceu com Reese Witherspoon em Feira das Vaidades. Na realidade, a diretora Mira Nair havia sugerido, em tom de brincadeira, que Reese engravidasse para dar maior veracidade ao filme, o que de fato acabou acontecendo, para a felicidade de ambas. Reese interpreta Rebecca Sharp, uma das personagens femininas de maior expressão na literatura mundial, nesta nova versão cinematográfica do romance de William Makepeace Thackeray, que vem sendo adaptado para o cinema desde a época dos filmes mudos.

    Filha de um pintor inglês sem dinheiro e de uma cantora francesa, Rebecca torna-se órfã muito cedo e, ainda criança, anseia por uma vida mais glamourosa. Decide, então, ser uma "alpinista social" e está decidida a pagar qualquer preço por isso. Munida de perspicácia, falsidade e sensualidade, ela dá o primeiro passo rumo à alta sociedade britânica do início do século 19 ao arrumar um emprego de governanta das filhas do excêntrico Sir Pitt Crawley (Bob Hoskins). Ela ganha a simpatia de Matilda (Eileen Atkins), a tia solteirona da família, e, assim, os Crawley passam a tê-la como figura indispensável em festas e reuniões. Está estabelecido o elo com os ricos e poderosos. É dado o primeiro passo para uma jornada de mentiras, traições e sofrimentos na procura alucinada por status, riqueza e conforto.

    O grande problema é que a cineasta indiana Mira Nair, a mesma de Casamento à Indiana, imprime à história um tratamento quase novelesco, num estilo televisivo que decepciona quem procura por um entretenimento de maior apuro cinematográfico. Certamente o tema é bem propício a isto, mas fica difícil compreender, por exemplo, que o filme tenha sido selecionado para concorrer ao tão prestigiado Leão de Ouro do Festival de Veneza. De emoções frias, nem as belas locações na Índia, nem o caprichado figurino conseguem fazer de Feira das Vaidades um filme altamente recomendável para o cinéfilo. Talvez funcione melhor na tela reduzida da TV.

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