FELIZ QUE MINHA MÃE ESTEJA VIVA

FELIZ QUE MINHA MÃE ESTEJA VIVA

(Je suis heureux que ma mère soit vivante)

2009 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/03/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Claude Miller, Nathan Miller

    Equipe técnica

    Roteiro: Alain Le Henry

    Produção: Jean-Louis Livi

    Fotografia: Aurélien Devaux

    Estúdio: Canal+, F Comme Film, France 3 Cinéma, Orly Films, Région Ile-de-France, TPS Star

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Christine Citti, Maxime Renard, Olivier Guéritée, Sophie Cattani, Vincent Rottiers, Yves Verhoeven

  • Crítica

    22/03/2011 18h59

    Mostrando uma família divertindo-se na praia, igual a outra qualquer, a primeira cena de Feliz que Minha Mãe Esteja Viva tem grande força simbólica. O filho mais velho, Thomas, pula na água e sai nadando rapidamente, para a preocupação do pai, que não consegue segui-lo na mesma velocidade. Na areia, a mãe passa protetor solar, tranquilamente, no filho mais novo, François, que lhe pergunta por que não pode cair na água como seu irmão. A mãe responde: ”Porque estou passando protetor”. Enquanto isso, o filho mais velho parece que se distancia do pai para, propositalmente, deixá-lo em desespero.

    Este breve retrato de poucos minutos dá o tom do filme. Trata-se de uma família disfuncional (redundância?), na qual o distanciamento entre Thomas e o pai vai muito além dos metros de oceano que os separam. Alheia a tudo, a mãe se esmera em – literalmente – proteger o caçula. Flashbacks revelam que na verdade Thomas e François são adotados, abandonados por uma mãe biológica mais disfuncional ainda. Mas Thomas não aceita a ideia e sai à procura de suas origens.

    O que se vê a seguir é um triste panorama de sentimentos rudes e pouco (ou nada) afetivos. De todas as partes. Desconstroi-se o mito do amor incondicional dos pais adotivos, na mesma medida em que o relacionamento parental biológico também é enfocado sem calor. Todos os componentes deste imbróglio familiar – seja ele natural ou não – parecem lamentar as opções de vida que tomaram, ou que foram compelidos a tomar.

    A felicidade, aqui, é apenas saber que a mãe está viva. Mas não pelos motivos que se supõe. De maneira coerente, a direção também é fria e rude. Como estilo e opção, não como demérito. Um, no mínimo, curioso trabalho realizado a quatro mãos por Claude Miller e seu filho Nathan. Um raro caso de filme sobre pais e filhos dirigido por pai e filho.

    O roteiro foi inspirado num recorte de jornal que relatava um acontecimento real. Tristemente real.

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