FIDO - O MASCOTE

FIDO - O MASCOTE

(Fido)

2006 , 91 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 14/09/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrew Currie

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Currie, Dennis Heaton, Robert Chomiak

    Produção: Blake Corbet, Mary Anne Waterhouse

    Fotografia: Jan Kiesser

    Trilha Sonora: Don MacDonald

    Estúdio: Lionsgate Films, Téléfilm Canada

    Elenco

    Aaron Brown, Alexia Fast, Billy Connolly, Brandon Olds, Carrie-Anne Moss, Dylan Baker, Henry Czerny, Jan Skorzewski, Jennifer Clement, K'Sun Ray, Kevin Tyell, Raphael Kepinski, Sonja Bennett, Tim Blake Nelson

  • Crítica

    14/09/2007 00h00

    No começo de Fido - O Mascote, é apresentado ao espectador o que ele pode esperar nos próximos 90 minutos de projeção. Por meio de um vídeo institucional fictício, é explicado que o filme se passa num a época idealizada, quando o "sonho americano" típico dos anos 50 é chocado a um panorama apocalíptico. Após a chegada de uma nuvem de poeira cósmica, os humanos enterrados viraram mortos-vivos. Renascidos como zumbis, passaram a espalhar o terror no planeta e, em resposta, ocorreu a Guerra dos Zumbis.

    Caso você acredite que Fido - O Mascote é um longa infantil sobre um adorável cachorro de estimação, saiba que está totalmente equivocado. Também não é um filme de terror, como os clássicos dirigidos por George A. Romero (como A Noite Dos Mortos Vivos, de 1968). Trata-se de uma comédia, mais próxima de longas como Todo Mundo Quase Morto (2004) e Fome Animal (1992) ao contar, de forma cínica e divertida, uma história que tinha tudo para ser tipicamente norte-americana, exceto pela presença dos zumbis no cotidiano dos moradores de um pequeno bairro suburbano norte-americano durante os anos 50.

    É lá que vive a família Robinson. Quando o diretor da ZomCon, o sr. Bottoms (Henry Czerny), empresa responsável pela monitoração e controle dos seres que viraram zumbis, muda-se para a mesma rua, Helen (Carrie-Anne Moss) se convence que é hora de ter seu próprio zumbi, já que todos na região têm pelo menos uma dessas criaturas, cuja fome de carne fresca é devidamente controlada por coleiras. Ela convence seu marido, o egoísta Bill (Dylan Baker), que esta idéia é boa. A princípio, a família se sente acuada com a presença da criatura sob seu teto, mas, aos poucos, a irônica docilidade de Fido (Billy Connolly), conquista certo afeto, especialmente do filho, o solitário Timmy (K'Sun Ray). Sem amigos na escola, ele acaba criando laços afetivos com seu zumbi de estimação, protegendo-o, inclusive, dos problemas nos quais entram por conta dos instintos de Fido.

    Fido - O Mascote critica com muito bom humor a sociedade baseada em aparências na qual vivemos. Zumbis têm sede de miolos frescos e não há muito que se pode fazer para mudar isso, mas a crescente afeição dos personagens pelo mascote que dá nome ao longa mostra a forma como eles são conquistados por Fido depois de transposta a barreira das aparências. O medo de ter o cérebro devorado é substituído pelo mais genuíno afeto.

    Fido - O Mascote é deliciosamente cínico e divertido. Respeitando os cultuados filmes de zumbis - tratando os míticos personagens do cinema de uma forma honesta -, o longa também dialoga com O Dia dos Mortos (1985), de Romero, ao mostrar um cientista que sonha em controlar zumbis. Mas tudo é tão extremo que não tem como não se divertir, especialmente quando o espectador é fã de longas-metragens repletos de mortos-vivos.

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