FILHA DA LUZ

FILHA DA LUZ

(Bless The Child)

2000 , 107 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chuck Russell

    Equipe técnica

    Roteiro: Clifford Green, Ellen Green, Tom Rickman

    Produção: Mace Neufeld

    Fotografia: Peter Menzies Jr

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Elenco

    Angela Bettis, Christina Ricci, Holliston Coleman, Ian Holm, Jimmy Smits, Kim Basinger, Rufus Sewell

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Agora que estamos - de verdade - iniciando a virada de século e de milênio, os filmes sobre satanismo e fim de mundo voltam a ficar na moda. Aproveitando o calendário, Filha da Luz, estrelado por Kim Basinger, entra em cartaz em todo o país neste final de semana.

    Baseando-se no livro de Cathy Cash Spellman, o roteirista Thomas Rickman - que há doze anos não escrevia um roteiro para a tela grande - conta a história de Maggie (Kim Basinger), uma enfermeira igual a tantas outras, que tenta apenas viver sua vida pacificamente. Mas tudo vai mudar radicalmente para Maggie quando ela recebe a visita desesperada de Jenna (Angela Bettis, de Garota Interrompida) sua problemática irmã viciada em drogas. Uma visita que nada tem de social: na verdade Jenna quer apenas se livrar de seu bebê recém-nascido, e vê na irmã mais velha - e mais responsável - a saída para o problema. Meio que forçosamente, Maggie acaba adotando a pequena Cody. Seis anos depois, fanáticos de uma ceita religiosa passam a perseguir obsessivamente a menina Motivo: ela seria uma espécie de reencarnação de Cristo na Terra, a única pessoa capaz de deter o avanço definitivo de Satanás no nosso planeta.

    Misturando suspense, terror e religião, Filha da Luz tem um início envolvente, mas aos poucos o roteiro desanda, e tudo termina de forma decepcionante. O filme tem aqui e ali alguns problemas de ritmo, e cai na tentação fácil de apelar para o final gigantescamente hollywoodiano, onde não falta sequer a já tradicional "ressureição" do vilão (aquele morre-não-morre bastante manjado que virou moda desde Atração Fatal).

    Porém, o maior pecado do filme está nos seus efeitos especiais. Nada justifica que uma produção de US$ 40 milhões apresente efeitos tão mal realizados. Os demoniozinhos negros que rondam alguns personagens chegam a lembrar a tecnologia ultrapassada do já antigo Ghost - Do Outro Lado da Vida, rodado na pré-história da era digital. Tudo bem que o diretor Chuck Russell se saiu muito melhor na comédia, quando dirigiu O Máskara e revelou Jim Carrey, mas aqui o caso não era de riso. Ou não deveria ser. Filha da Luz peca exatamente na questão que Hollywood mais domina: a técnica. Provavelmente por isso as bilheterias americanas não absolveram o filme, que faturou pouco menos de US$ 30 milhões, 10 milhões a menos que o seu próprio custo.


    14 de novembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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