FOGO CONTRA FOGO (2012)

FOGO CONTRA FOGO (2012)

(Fire With Fire)

2012 , 97 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/02/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Barrett

    Equipe técnica

    Roteiro: Tom O'Connor

    Produção: 50 Cent, Andrew Deane, George Furla, Matthew Rhodes, Randall Emmett, Richard Jackson

    Fotografia: Christopher Probst

    Trilha Sonora: Trevor Morris

    Estúdio: Cheetah Vision, Emmett/ Furla Films, Envision Entertainment Corporation

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    50 Cent, Andre Allemand, Anthony Michael Frederick, Arie Verveen, Austin Naulty, Bonnie Somerville, Brian Oerly, Bruce Willis, Chip Carriere, Christopher Berry, Cy Fahrenholtz, Cynthia LeBlanc, Danny Epper, Donna Duplantier, Edward J. Clare, Elton LeBlanc, Emily D. Haley, Eric Winter, Han Soto, James Lesure, Joe LeCoq, John C. Klein, John L. Armijo, Jordan Sudduth, Josh Duhamel, Julia Adams, Julian McMahon, Julie Ann Doan, Kevin Dunn, Kristen Beevers, Lydia Hull, Michael Patrick Rogers, Michael Wozniak, Nnamdi Asomugha, Quinton "Rampage" Jackson, Ray Gaspard, Richard Brown, Richard Schiff, Robert Larriviere, Rosario Dawson, Scott A. Martin, Terry Lee Smith, Tristan Zombi, Vincent D'Onofrio, Vinnie Jones, Yohance Myles

  • Crítica

    04/02/2013 15h30

    Por Daniel Reininger

    Nem mesmo o elenco de grandes nomes consegue salvar Fogo Contra Fogo. Lançado diretamente em DVD nos Estados Unidos, o longa chega aos cinemas brasileiros sem alarde, como filme de ação genérico, capaz de divertir caso não espere demais dele. Com necessidade clara de simplificar os personagens para a trama funcionar, mocinhos e bandidos são bem definidos e o vilão é o pior cafajeste da face da Terra, que precisa ser parado a qualquer custo.

    A história é tão clichê quanto se pode imaginar. O roteiro, cheio de diálogos de efeito e momentos de sentimentalismo barato, gira em torno do bombeiro Jeremy Coleman (Josh Duhamel), que testemunha um assassinato brutal. Decidido a ajudar o detetive Mike Cella (Bruce Willis) a capturar o bandido, ele é inserido no Programa de Proteção às Testemunhas. Ao perceber que sua vida continuará em perigo mesmo após o julgamento, vai atrás de fazer justiça com as próprias mãos.

    Tudo é previsível até a segunda metade do filme, quando Jeremy passa a agir como justiceiro. Só que aí a narrativa fica arrastada e as cenas de ação se tornam abundantes e sem graça. A produção começa a parecer longa demais para seus 90 minutos de duração. Além disso, é difícil acreditar que um bombeiro sozinho seja capaz de enfrentar uma gangue violenta e bem armada.

    Faltou também aproveitar melhor o elenco. O detetive interpretado por um apático Bruce Willis faz poucas, e dispensáveis, aparições. E olha que o ator está mais do que acostumado com esse tipo de papel. A agente interpretada por Rosario Dawson é outro exemplo: relegada a simples namorada do protagonista e a donzela em perigo; é passiva e fraca demais para ser uma agente federal. Dizem que o rapper 50 Cent também está no filme, mas se você piscar é capaz de perdê-lo.

    O diretor David Barrett (Atração Perigosa) prova ao longo do filme que usou A Outra História Americana como inspiração, mas Fogo Contra Fogo não consegue discutir o preconceito racial de forma madura como a obra de Tony Kaye faz. Embora o vilão possua uma tatuagem da suástica e seja inimigo de uma gangue formada por negros, esse lado da história é ignorado e cada facção existe apenas para justificar as cenas de ação. Tarantino, por exemplo, soube mostrar essa tensão de um jeito criativo em Django Livre e o fato deste ser um diretor consagrado não é desculpa para o mesmo não acontecer aqui.

    Entretanto, seria injusto dizer que a produção não tem bons momentos. A cena que introduz o vilão David Hagan e sua gangue é dirigida com competência e ganha peso graças ao desempenho de Vincent D'Onofrio, único ator que parece levar o filme realmente a sério. Outro bom momento é quando Rosario Dawson e Josh Duhamel são emboscados por assassinos profissionais em um motel e quase acabam mortos por um atirador de elite.

    Fogo Contra Fogo é o típico exemplo de que ter grandes nomes no elenco não é sinal de boas atuações. Os diversos furos de roteiro também não ajudam, como personagens fazendo ligações para celulares jogados fora há poucas cenas. Entretanto, é aquele tipo de filme que se estivesse passando na TV - e você o pegasse durante os 15 minutos iniciais - provavelmente assistiria até o final. Daí a indicar aos amigos é outra história.


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