FOGO NO MAR

FOGO NO MAR

(Fuocoammare)

2016 , 108 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia: 28/04/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gianfranco Rosi

    Equipe técnica

    Roteiro: Gianfranco Rosi

    Produção: Donatella Palermo, Gianfranco Rosi

    Fotografia: Gianfranco Rosi

    Estúdio: 21 Unofilm, arte France Cinéma, Cinecittà Luce, Les Films d'Ici, Rai Cinema, Stemal Entertainment

    Montador: Jacopo Quadri

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Francesco Mannino, Francesco Paterna, Giuseppe Fragapane, Maria Costa, Maria Signorello, Mattias Cucina, Pietro Bartolo, Samuele Caruana, Samuele Pucillo

  • Crítica

    27/04/2016 13h25

    Por Iara Vasconcelos

    O italiano Gianfranco Rosi já assumiu sua veia documentarista com o premiado Sacro GRA, de 2013, que venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Agora ele volta ao nicho com Fogo no Mar, que aborda a crise dos refugiados na Europa, ou pelo menos se propõe a fazê-lo.

    A trama do grande vencedor do Festival de Berlim 2016 está segmentada em duas histórias: Uma acompanha o jovem Samuele Caruana, que vive com os avós na pequena ilha de Lampedusa, na Itália. A outra mostra a chegada de refugiados ao país e o resgate de embarcações naufragadas.

    Samuele vive a vida de uma criança comum: Caçando passarinhos, estudando e pescando ao lado do avô. Mal sabe ele que no mesmo mar em que a família pesca seu alimento, refugiados são resgatados todos os dias. Gianfranco não busca fazer uma ligação entre as duas tramas. Elas são mostradas de forma paralela, apenas para evidenciar o contraste. Os cortes sucintos ajudam a manter o ritmo do filme, o que é um ponto positivo.

    O caráter documentário de Fogo no Mar é evidente, mas foge da montagem padrão, chegando a lembrar um longa-metragem de ficção. Entretanto, Gianfranco fornece o contexto, mas não sem nenhuma base ou crítica à situação.
    A produção parece querer apenas chocar o espectador, sem aprofundar a discussão ou dar voz aos refugiados, que são meros recursos visuais e dramáticos. Também não fica claro como a crise imigratória afeta Samuele e sua família, já que seu cotidiano não parece mudar.

    Esteticamente falando, Fogo no Mar impressiona pela excelência em como as cenas são cuidadosamente selecionadas e captadas. Entretanto, a produção é superficial em sua abordagem política, principalmente porque foi vendido como tal, o que decepciona e não agrega novidades ao importante debate.

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