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FOXCATCHER - UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO

(Foxcatcher)

2014 , 130 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 22/01/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bennett Miller

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan Futterman, E. Max Frye

    Produção: Anthony Bregman, Bennett Miller, Jon Kilik, Megan Ellison

    Fotografia: Greig Fraser

    Trilha Sonora: Mychael Danna, Rob Simonsen

    Estúdio: Annapurna Pictures, Likely Story, Media Rights Capital

    Montador: Conor O'Neill, Jay Cassidy, Stuart Levy

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Anthony Michael Hall, Brett Rice, Channing Tatum, Corey Jantzen, Guy Boyd, Lee Perkins, Mark Ruffalo, Roger Callard, Sienna Miller, Stephanie Garvin, Steve Carell, Tara Subkoff, Vanessa Redgrave, Yoshi Nakamura

  • Crítica

    20/01/2015 09h23

    Baseado livremente em uma história real, Foxcatcher - Uma História Que Chocou O Mundo não se limita a recriar a sequência de fatos que levaram um milionário norte-americano a cometer um crime brutal e aparentemente inexplicável. O drama psicológico do ótimo Bennet Miller (conhecido por Capote e O Homem Que Mudou O Jogo) torna este retrato algo muito maior, um dos filmes mais excepcionais deste ano.

    Centrado na atuação de seu trio de protagonistas, Foxcatcher relata a relação conflituosa entre os lutadores campeões olímpicos Mark (Channing Tatum) e Dave Schultz (Mark Ruffal) e o excêntrico John Eleuthère Du Pont (Steve Carell), milionário que constrói um centro de treinamento com a obssessão quase doentia de criar campeões. Mas há algo de não dito sobre esses personagens, como se estivessem sempre envoltos em uma névoa que nos impede de os observamos em toda a sua complexidade.

    Essa eterna dúvida, construída como um jogo de revelar e esconder, é resultado de um roteiro preciso. O texto não foge de seus objetivos, não faz concessões ao espectador e não duvida de nossa capacidade de entender o que não é explícito. 

    Mas são as atuações o que Foxcatcher tem de mais brilhante, com destaque absoluto para Steve Carell, merecidamente indicado ao Oscar de melhor ator. Conhecido por sua atuação como comediante, Carell nos entrega seu melhor trabalho no cinema - suas expressões, o ar confuso e por vezes coberto de súplica e seus trejeitos ajudam na construção psicológica de um personagem tão complexo. Channing Tatum, preciso e convicente, definitivamente mostra que pode ir além de seus besteiróis. É preciso reconhecer: como em Capote ou em O Homem Que Mudou O Jogo, a direção precisa de Miller é trampolim para atuações que escancaram o que os atores possuem de melhor.

    O filme ainda ganha corpo com a ajuda de um trabalho marcante da direção de fotografia. Em meio a paisagens solitárias e imagens carregadas de simbologia, Greig Fraser aprofundou o retrato das personalidades de cada um dos protagonistas. É realmente maravilhoso perceber como a essência emocional é construída cena a cena.

    Foxcatcher é um filme sobre um crime, mas também é sobre todo um estilo de vida. Seu subtexto permite tantas interpretações e seu jogo psicanálitico é tão encantador que mesmo se aproximando de tantos temas, o longa nunca parece raso. Seu tom distante, a visão deprimente da natureza desses personagens e a sutileza extraída da tragédia mostram mais um excelente trabalho de um diretor que mostra sua competência a cada novo filme. 

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