FRANK

FRANK

(Frank)

2014 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 16/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lenny Abrahamson

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Ronson, Peter Straughan

    Produção: Andrew Lowe, David Barron, Ed Guiney, Stevie Lee

    Fotografia: James Mather

    Trilha Sonora: Stephen Rennicks

    Estúdio: Element Pictures, Film4, Indieproduction, Runaway Fridge Productions

    Montador: Nathan Nugent

    Distribuidora: Mares Filmes

    Elenco

    Abe Bueno Jallad, Alex Knight, Billie Traynor, Bruce McIntosh, Carla Azar, Chris McHallem, Dean Satriano, Domhnall Gleeson, François Civil, Hayley Derryberry, Jordyn Aurora Aquino, Katie Anne Mitchell, Kevin Wiggins, Laura-Love Tode, Lauren Poole, Leroy Harris, Maggie Gyllenhaal, Mark Huberman, Matthew Page, Michael Fassbender, Michael James Ford, Moira Brooker, Morse Bicknell, Niall Glennon, Noah Hauser, Paul Butterworth, Paul Howard Smith, Peter Trinh, Phil Kingston, Rosalind Adler, Scoot McNairy, Shane O'Brien, Tess Harper, Torsten Brescanu, Travis Hammer

  • Crítica

    15/04/2015 09h40

    Para um ator, existem personagens pelos quais vale a pena batalhar. Quando esse papel tentador o obriga a deixar a vaidade de lado e esconder seu rosto, estamos diante de uma oportunidade única. Esse é o caso do personagem-título de Frank, interpretado com maestria por Michael Fassbender (X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido).

    Originalmente, o papel foi escrito com Johnny Depp no pensamento. Contudo, quando Fassbender soube do projeto, se apresentou aos produtores disposto a dar vida ao músico excêntrico. Frank é o vocalista e líder de uma banda de rock de vanguarda em Dublin. O grupo organiza um retiro para criar canções para um álbum inovador.

    Além do experimentalismo das músicas, o que mais chama a atenção no show é o fato do vocalista se apresentar trajando uma grande máscara. Se a afetação se resumisse ao palco, já seria inusitado o suficiente; mas o vocalista não tira o aparato da cabeça sob nenhuma circunstância.

    A história é vista pelo ponto de vista de Jon (Domhnall Gleeson, de Questão De Tempo), jovem músico que vê na banda a esperança de mudar de vida. É claro que uma figura como Frank não iria se juntar a pessoas "normais" em sua empreitada artística. Portanto, a decisão de observar os conflitos pela ótica do personagem mais "comum" foi inteligente e deixa o filme mais abrangente.

    O restante da trupe é formada por personagens estranhos, a começar pelo empresário (Scoot McNairy, de Garota Exemplar). Outro exemplo está em Clara ( Maggie Gyllenhaal, de O Ataque), que mantém uma relação conturbada com Jon – um dos alívios cômicos mais frutíferos do filme.

    Assim, tem-se uma coleção de pessoas estranhas em um retiro criativo. O roteiro sabe aproveitar o potencial dramático da premissa apresentada. A dinâmica funciona e o ritmo narrativo é apropriado.

    Quando a plateia já está habituada com o jeito de Frank e seus parceiros, Jon decide que a banda precisa se apresentar. O sucesso que seus diários em vídeo estão fazendo na internet é o motivador da mudança de rumo. A viagem para o festival SXSW no Texas e a eminência de uma aparição pública coloca Frank em crise.

    Todo cuidado dedicado na aproximação dos espectadores com os personagens permite que o envolvimento sentimental aconteça lentamente. Então, os ânimos se aprontam para receber o desfecho. Esse caminho dramático temeroso é necessário para um filme assim funcionar. Para resumir Frank em uma palavra, o termo seria "bizarro", mas no melhor sentido possível dqa palavra.

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