FRONTEIRA

FRONTEIRA

(Fronteira)

2008 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rafael Conde

    Equipe técnica

    Roteiro: Rafael Conde

    Produção: André Carrera

    Fotografia: Luís Abramo

    Trilha Sonora: Ernani Maletta, Paulo Santos

    Estúdio: Camisa Listrada

    Elenco

    Alexandre Cioletti, Berta Zemel, Débora Gómez

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A palavra "rigor", usada sem critério desde que o falecido Mário Covas a popularizou em suas saudosas declarações, faz todo sentido aqui. É possível pensar em Manoel de Oliveira, mais precisamente em seu filme Benilde - A Virgem Mãe, quando falamos de Fronteira.

    A relação com a dramaturgia, com uma encenação teatral e expressiva é a mesma, assim como a maneira de movimentar a câmera, que lembra muito o Oliveira da década de 70, guardadas as proporções, pois Conde ainda tem muito o que crescer.

    Religiosidade, liturgia, calma e hipnotismo também são palavras que podem ser aplicadas ao belo longa de Rafael Conde (Samba-Canção). Com uma fotografia primorosa de Luís Abramo, Fronteira é um primor de cinema ensaio, no qual são experimentados procedimentos mais próximos da pintura e da literatura - e por conseqüência, do teatro. Um certo frontalismo na marcação dos atores, diálogos literários e poéticos, uso expressivo da luz (ao contrário do que normalmente se faz, uma luz funcional)... são elementos que o cinema brasileiro não está acostumado a nos mostrar, e nesse sentido Fronteira já é um alento. Existe um mergulho na alma humana como poucas vezes vimos no Brasil e a câmera passeia pelos cômodos da casa como um fantasma a procura de um corpo.

    O filme, adaptado de um livro de Cornélio Penna, narra um período específico da vida de Maria Santa, jovem tida como milagreira pela população do interior de Minas Gerais. Se há um defeito evidente é o uso exagerado da música para sublinhar emoções que já eram perceptíveis nas expressões dos atores. No entanto, é uma das melhores pedidas em um circuito cada vez mais pautado pelo trivial.

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