FROST/ NIXON

FROST/ NIXON

(Frost/ Nixon)

2008 , 122 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/03/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ron Howard

    Equipe técnica

    Roteiro: Peter Morgan

    Produção: Brian Grazer, Eric Fellner, Ron Howard, Tim Bevan

    Fotografia: Salvatore Totino

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Imagine Entertainment, Relativity Media, StudioCanal, Universal Pictures, Working Title Films

    Elenco

    Andy Milder, Antony Acker, Ben Pauley, Clint Howard, David Kelsey, David Ross Paterson, Eloy Casados, Frank Langella, Gabriel Jarret, Gavin Grazer, Geoffrey Blake, Googy Gress, Gregory Alpert, James Ritz, Janneke Arent, Jason Suhrke (voz), Jay White, Jenn Gotzon, Jennifer Hanley, Jim Meskimen, Joe Spano, John Kerry, Kaine Bennett Charleston, Kate Jennings Grant, Keith MacKechnie, Kevin Bacon, Kevin P. Kearns, Kimberly Robin, Louie Mejia, Marc McClure, Matthew MacFadyen, Michael Sheen, Michelle Manhart, Ned Vaughn, Noah Craft, Oliver Platt, Patty McCormack, Penny L. Moore, Pete Rockwell, Rance Howard, Rebecca Hall, Robert Pastoriza, Sam Rockwell, Simon James, Simone Kessell, Steve Kehela, Talley Singer, Toby Jones, Wil Albert

  • Crítica

    06/03/2009 00h00

    O que podem ter em comum o apresentador de um show de variedades na TV australiana e o ex-presidente norte-americano Richard Nixon? Respostas em Frost/ Nixon, o mais recente filme do badalado diretor Ron Howard (Código da Vinci).

    Baseado em sua própria peça teatral, o roteirista Peter Morgan (o mesmo de A Rainha) conta em detalhes como o inglês David Frost (Michael Sheen, que viveu o papel do primeiro ministro Tony Blair em A Rainha), um sujeito superficial que apresentava um programa de auditório na televisão australiana e se lançou na maior empreitada jornalística de sua vida: tentar arrancar uma confissão ou até mesmo um pedido de desculpas do ex-presidente Richard Nixon, que saiu praticamente "fugido" da Casa Banca, após o famoso caso Watergate.

    Nada poderia ser mais improvável. Seria a mesma coisa que, digamos, Glória Maria (aquela ex-apresentadora do Fantástico que viajava aos lugares mais incríveis do mundo e perguntava aos seus entrevistados o que eles achavam da beleza da mulher brasileira ou do carnaval carioca) arrancasse um pedido de desculpas de George W. Bush por ter invadido o Iraque atrás de armas nucleares que nunca existiram. Uma missão impossível. Ou não?

    Com direção sóbria, Frost/ Nixon narra de forma simples, direta e envolvente toda a saga de David Frost em busca de seu sonho jornalístico. Em meio a uma batelada de diálogos espertos e inteligentes, sobressaem-se alguns temas instigantes. Entre eles, a necessidade humana de ser amado e aceito, independente da fama e do poder que se consiga obter. O assunto vem à tona num brilhante diálogo que Nixon e Frost teriam tido, por telefone, dias antes de um debate decisivo. Nele, o ex-presidente desabafa toda a sua decepção por ter sido o homem mais poderoso do mundo e mesmo assim não ter conseguido obter carinho da população, pelo simples fato de não ter nascido em berço de ouro.

    As possibilidades ilimitadas do jornalismo também são enfocadas por Frost/ Nixon. Talvez as novas gerações até estranhem ter havido uma época (o filme se passa nos anos 70) em que as perguntas não começassem com o inexpressivo "Fale um pouquinho sobre...". A mesma época na qual o noticiário não era regido por comunicados prontos escritos por assessorias de imprensa e onde ainda havia o saudável (e atualmente em extinção) hábito de pesquisar a fundo a pessoa a ser entrevistada. Vale lembrar que a própria queda de Nixon foi provocada por investigações jornalísticas. Mais detalhes em Todos os Homens do Presidente.

    No papel de Nixon, Fank Langella - que já foi Drácula nos anos 80 e vilão em filmes de ação - constrói um personagem forte, humano e crível, ainda que não guarde semelhanças físicas com o ex-presidente. E Michael Sheen (nenhum parentesco com Martin ou Charlie Sheen) também é convincente como jornalista bom vivant. Vale lembrar que ambos viveram os mesmos papéis na peça teatral que originou o filme. Destaque também para Rebecca Hall, a Vicky do elogiado Vicky Cristina Barcelona.

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