FÚRIA DE TITÃS 2

FÚRIA DE TITÃS 2

(Wrath of the Titans)

2012 , 99 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 30/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jonathan Liebesman

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan Mazeau, David Johnson, Steven Knight

    Produção: Basil Iwanyk, Polly Johnsen

    Fotografia: Ben Davis

    Trilha Sonora: Javier Navarrete

    Estúdio: Legendary Pictures, Warner Bros. Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alastair Cording, Alejandro Naranjo, Alex Claus, Asier Macazaga, Bill Nighy, Caoilfhionn Dunne, Daniel Galindo Rojas, Danny Huston, Édgar Ramírez, Freddy Drabble, George Blagden, James Michael Rankin, Jimi James, Jimmy Pethrus, Jorge Guimerá, Juan Reyes, Killian Burke, Lamberto Guerra, Liam Neeson, Lily James, Martin Bayfield, Matt Hookings, Matt Milne, Paul Warren, Ralph Fiennes, Reg Wayment, Richard Goss, Richard Roberts, Rosamund Pike, Sam Worthington, Spencer Wilding, Toby Kebbell

  • Crítica

    29/03/2012 00h28

    Nos últimos anos temos assistido a estreia de grandes blockbusters que já nascem com a intenção de se transformar em trilogia. O fato é que muitas dessas empreitadas, a despeito de seus orçamentos generosos, transformam-se em estrondosas decepções de crítica e público. Foi o que aconteceu com Príncipe da Pérsia, Lanterna Verde e, recentemente, com John Carter. Quando isso acontece as possíveis sequências ficam na geladeira à espera de um produtor kamicase que resolva de arriscar. Depois de ser indicado em 2011 ao Framboesa de Ouro (uma espécie de Oscar às avessas) de Pior Refilmagem e Pior Uso do 3D, Fúria de Titãs parecia destinado a hibernar no gélido freezer reservado aos grandiosos fracassos. Parecia.

    O faturamento no mercado internacional salvou o filme e estimulou sua sequência. Caso os números se repitam, provavelmente estarei numa sessão de imprensa em 2014 pagando penitência aos deuses vendo o final trilogia. De cara vou responder a pergunta que todos querem saber: o novo longa é, sim, melhor que o antecessor. E isso não significa muita coisa, tendo em vista que a produção de 2010 é uma verdadeira heresia. O 3D melhorou um pouco. No primeiro filme o sistema foi usado apenas no processo de finalização, a chamada pós-produção, e não durante as filmagens. Ficou uma lástima, obviamente.

    Como no longa anterior, o roteiro (esse renegado dos dias atuais) de Fúria de Titãs 2 é de uma primariedade que assusta. Sem nuances, mal desenvolvido, cheio de buracos e transformando os personagens em espécies de bonecos animados de um videogame barulhento e apressado. As coisas se desenvolvem de tal forma pressurosa, que não há tempo sequer para que se crie algum tipo de tensão dramática. No final, é indiferente se quem vai ganhar são os mocinhos ou vilões. Tanto faz.

    A qualidade dos efeitos especiais melhorou, mas apenas um pouco. Algumas cenas de combate são exibidas em alta velocidade para que o olho humano não perceba os detalhes, o que dissimula a falta de acabamento e dificulta o entendimento de certas sequências. Numa cena de luta entre Perseu e o Minotauro, não se sabe quem está batendo, quem está apanhando. Não se entende nem o que está acontecendo de fato.Tudo se desenrola no escuro, com cortes rápidos e câmera fixa em partes de corpos em movimento frenético.

    A quem possa interessar, a história de Fúria de Titãs 2 mostra Perseu (o apagado Sam Worthington), o semideus filho de Zeus ( Liam Neeson), tentando viver uma vida tranquila como pescador dedicado ao filho de 10 anos, Helius. Paralelamente, uma luta pela supremacia surge entre os deuses e os titãs. Enfraquecidos pela falta de devoção da humanidade, os deuses estão perdendo o controle sobre os titãs aprisionados e seu líder, Kronos, ameaça fugir do Tártaro. Perseu desiste dos peixes e pega a espada quando Hades (Ralph Fiennes), juntamente com seu irmão, Ares (Edgar Ramirez), troca de lado e aprisiona Zeus. Com a ajuda da guerreira Rainha Andromeda (Rosamund Pike), do também semideus filho de Poseidon, Argenor (Toby Kebbell), e o Deus caído Hefesto (Bill Nighy), o herói parte em busca de salvar o pai e, de quebra, a humanidade.

    Se as divindades gregas vissem o filme provavelmente ficariam bem irritadas. Fúria de Titãs 2 é um épico que rivaliza com seu antecessor no que ele tem de pior. Como é mal conduzido, roteirizado e editado, de tempos em tempos temos um pit stop com explicações para o enredo que não se consegue fazer entender por meio das imagens, como no bom e velho cinema. Quando sobem os créditos, a sensação que fica é a do peso esmagador de um produto superficial e tolo em nossas mentes.

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