FÚRIA SOBRE RODAS

FÚRIA SOBRE RODAS

(Drive Angry 3D)

2011 , 105 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 01/04/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Patrick Lussier

    Equipe técnica

    Roteiro: Patrick Lussier, Todd Farmer

    Produção: Michael De Luca

    Fotografia: Brian Pearson

    Trilha Sonora: Michael Wandmacher

    Estúdio: Millennium Films, Nu Image Films

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amber Heard, Billy Burke, Charlotte Ross, Christa Campbell, David Morse, Jack McGee, Katy Mixon, Nick Gomez, Nicolas Cage, Pruitt Taylor Vince, William Fichtner

  • Crítica

    31/03/2011 13h00

    Com apenas 47 anos de idade e prestes a completar 30 anos de carreira no cinema, Nicolas Cage já esteve em cerca de 60 filmes. Todos feitos para a tela grande. Mas nem sempre quantidade é qualidade. Apesar de já ter atuado em belíssimos trabalhos (Asas da Liberdade, Despedida em Las Vegas, Feitiço da Lua, Cidade dos Anjos), invariavelmente o famosos sobrinho de Francis Ford Coppola embarca em solenes roubadas. Fúria Sobre Rodas é uma das mais recentes delas. Azar dele. Ou Cage não sabia que o diretor Patrick Lussier já havia cometido horrores como Drácula 3000 e Dia dos Namorados Macabro?

    Agora, com roteiro assinado pelo próprio Lussier e por Todd Farmer (roteirista, vejam vocês, de Jason X), Cage interpreta o misterioso Milton, um homem solitário, violento e amargurado que percorre os desertos norte-americanos para evitar que um inocente bebê seja sacrificado por uma seita satãnica. Uau! Pelo caminho, ele se enrosca com a bela garçonete Piper (Amber Heard, a filha sedutora de Amor por Contrato) enquanto foge do “Contador” (William Fichtner), um sujeito estranho que parece ter poderes imortais.

    Mas nem tudo está perdido. Existe, sim, uma maneira divertida de curtir Fúria Sobre Rodas: com baldes de pipoca, relaxado na poltrona, e junto com uma turma de amigos. Sem levar absolutamente nada a sério. Afinal, se visivelmente o diretor não está levando seu próprio filme a sério, por que nós deveríamos? Sob esta perspectiva, Fúria Sobre Rodas se transforma numa gozação a um determinado subgênero marginal do cinema americano dos anos 50, 60 e até 70, onde prevaleciam o trash, a falta de roteiro, os violentos tiroteios, as corridas empoeiradas, as fugas mirabolantes da polícia, as mulheres sedutoras e os carrões envenenados da era em que a gasolina era barata.

    O problema é que há pouco tempo Quentim Tarantino já fez esta gozação, que passou por aqui com o nome de À Prova de Morte. Lussie chegou atrasado.

    Ah, os efeitos 3D até que são razoáveis.

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