GAROTA INFERNAL

GAROTA INFERNAL

(Jennifer's Body)

2009 , 102 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 23/10/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Karyn Kusama

    Equipe técnica

    Roteiro: Diablo Cody

    Produção: Daniel Dubiecki, Jason Reitman, Mason Novick

    Fotografia: M. David Mullen

    Trilha Sonora: Theodore Shapiro

    Estúdio: Fox Atomic, Hard C

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Adam Brody, Amanda Seyfried, AmySedaris, Chris Pratt, J.K. Simmons, Johnny Simmons, Juno Ruddell, Kyle Gallner, Megan Fox

  • Crítica

    22/10/2009 12h24

    Adolescentes são o principal publico alvo de filmes de terror. Claro, não são os únicos a apreciar o gênero – eu, por exemplo, saí dos bancos da escola já faz tempo e ainda gosto desse tipo de filme e dificilmente deixarei de gostar, independente do avançar da idade. A questão é que as produções de terror lançadas, em sua maioria, estão de olho no filão mais jovem do mercado. Garota Infernal é o típico produto feito para atrair estes espectadores. No entanto, principalmente por conta de referências mais adultas e o humor negro, também é capaz de chamar atenção dos que já passaram dos 30 anos.

    Dirigido por Karyn Kusama (da versão em live action de Aeron Flux), Garota Infernal tem como eixo o relacionamento de Needy (Amanda Seyfried) e Jennifer (Megan Fox). Elas são completamente diferentes: Needy é a nerd da escola, Jennifer é a mais bela; mas são melhores amigas desde a época quando freqüentavam parquinhos juntas. Uma amizade que normalmente não ocorreria numa escola norte-americana, mas que conduz esta história, contada em primeira pessoa por meio da visão de Needy sobre os acontecimentos. Além da improbabilidade da amizade, um ritual satânico é outro fato que dá forma ao segundo roteiro, escrito por Diablo Cody, a ex-stripper que ganhou o Oscar pelo script de Juno em 2008.

    Quando Needy e Jennifer vão a um bar local – importante lembrar que elas moram numa cidade minúscula no interior dos EUA chamada Devil’s Kettle (“chaleira do diabo”), então o tédio reina – assistir ao show da banda Low Shoulder, liderada por Nikolai (Adam Brody - o Seth Cohen da finada série The O.C. - num visual que lembra muito o de Brandon Flowers, vocalista do The Killers, na medida em que o filme avança: repare). O Low Shoulder quer fazer sucesso “como os caras do Marron 5”, como Nikolai diz em dado momento, uma das referências divertidas de Garota Infernal. E, para isso, precisam sacrificar uma virgem. Agora, o que raios eles estavam pensando quando acreditavam que Jennifer era virgem eu não sei, mas, quando o sacrifício é feito com uma menina já sexualmente ativa, ela morre, mas volta como devoradora de homens. Literalmente.

    Megan Fox cumpre muito bem seu papel: ser bonita. Garota Infernal, mais uma vez, não traz um grande desafio para a atriz, não exige um primor de atuação. Ainda bem, já que Megan tem suas restrições neste sentido, sabemos. Por outro lado, ela sabe como hipnotizar a câmera por meio de sua beleza quase irreal. Portanto, cabe a Amanda Seyfried segurar os momentos mais tensos e dramáticos do filme. O que ela consegue com louvor.

    Garota Infernal tem boas cenas de suspense, mas sua força está no humor negro do roteiro, que torna o filme uma diversão sem grandes pretensões. Cheio de referências musicais – a começar pelo título original, Jennifer’s Body, nome de uma música do Hole; aliás, é outra canção da banda liderada por Courtney Love que encerra o longa -, a produção tem algumas piadas que funcionam mais com o público mais velho. Por isso ele consegue atingir diferentes faixas etárias. Também vale destaque a própria trilha sonora, formada por bandas de rock’n roll novas, com alguns toques de emo core, gênero que a garotada anda ouvindo hoje em dia.

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