Gata Velha Ainda Mia

GATA VELHA AINDA MIA

(Gata velha ainda mia)

2014 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/05/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rafael Primot

    Equipe técnica

    Elenco

    Bárbara Paz, Gilda Nomacce, Regina Duarte

  • Crítica

    12/05/2014 12h40

    Filme raro no cinema brasileiro este Gata Velha Ainda Mia. Incomum por presentear o espectador com diálogos bem elaborados, fruto de um roteiro harmonioso que prende o espectador logo de início e o mantém assim, ligado à trama, até os minutos finais. O mérito é do diretor e roteirista Rafael Primot (dos curtas Doce Amargo e Manual para Atropelar um Cachorro). Mas filme é trabalho de equipe e se o texto de Primot encanta, o faz por meio de uma Regina Duarte inspiradíssima.

    Ela é Glória Polk, escritora renomada no Brasil e no exterior graças a livros voltados para as questões femininas. Depois de 17 anos sem publicar nada, está prestes a voltar ao mercado editorial. Mas este novo trabalho promete ser diferente. Sua personagem central, presente nos livros anteriores, não vai ter um final feliz. Glória desiste de um the end vendável e glamoroso para sua heroína, porque, assim como aconteceu com sua vida, este não condiz com a realidade.

    Regina Duarte brilha dando vida a essa mulher sistemática e amarga que não se preocupa em ser desagradável. Por sinal, faz questão quando isso lhe convém. A vítima de sua rabugice e arrogância é a uma jovem jornalista que mora em seu prédio, vivida pela atriz Bárbara Paz. Ela conseguiu convencer a reclusa escritora a dar uma entrevista, mas esse encontro vai além, transformando-se num embate entre gerações e discussão sobre questões femininas.

    Gradativamente, a partir daí, uma tensão vai sendo construída e o longa se envereda por caminhos inesperados. O drama das personagens se mistura ao processo criativo de Glória, sendo difícil discernir realidade de ficção. Aqui não temos mais um filme sobre apenas o conflitos de duas mulheres diferentes, mas um thriller de final nada óbvio.

    Não podia deixar de citar o bom trabalho de Bárbara Paz. Por trás do confronto entre as duas personagens, há naturalmente um embate velado entre as atrizes. Contracenar com uma Regina Duarte que é um verdadeiro rolo-compressor em cena não deve ter sido nada fácil. Bárbara, no entanto, fez seu trabalho direitinho e conseguiu não ser eclipsada pela veterana atriz.

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