GEMMA BOVERY  A VIDA IMITANDO A ARTE

GEMMA BOVERY: A VIDA IMITANDO A ARTE

(Gemma Bovery)

2014 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/08/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Anne Fontaine

    Equipe técnica

    Roteiro: Anne Fontaine, Pascal Bonitzer

    Produção: Matthieu Tarot, Philippe Carcassonne

    Fotografia: Christophe Beaucarne

    Trilha Sonora: Bruno Coulais

    Estúdio: Albertine Productions, Ciné@, Cinéfrance 1888, France 2 Cinéma, Gaumont

    Montador: Annette Dutertre

    Distribuidora: Mares Filmes

    Elenco

    Christian Sinniger, Edith Scob, Elsa Zylberstein, Fabrice Luchini, Gemma Arterton, Isabelle Candelier, Jason Flemyng, Kacey Mottet Klein, Marie-Bénédicte Roy, Mel Raido, Niels Schneider, Pascale Arbillot, Philippe Uchan, Pierre Alloggia, Pip Torrens

  • Crítica

    05/08/2015 18h09

    A escolha dos atores certos é um passo importante para a realização de um bom filme. Em Gemma Bovery A Vida Imitando A Arte, os intérpretes corretos foram escalados nos papéis principais. Acima da questão da fama, cada um deles traz aspectos essenciais para os personagens que defendem.

    Os conflitos são vistos pelo ponto de vista do padeiro Martin (Fabrice Luchini), que recebe um casal de novos vizinhos na pequena cidade onde habita no interior da França. Charles (Jason Flemyng) e Gemma Bovery (Gemma Arterton) são ingleses e as semelhanças de seus nomes com os personagens do romance Madame Bovary chamam a atenção de Martin. No livro, a esposa envolve-se em um caso extraconjugal de consequências devastadoras.

    Fabrice Luchini é o ator ideal para o protagonista, por unir a seriedade de seu talento para o drama e a leveza cômica que seu personagem pede. Ele já desempenhou papel semelhante em Pedalando Com Molière (2013), no qual era obcecado pela obra do mestre do teatro francês.

    A coincidência do primeiro nome é o menos dos fatores que tornam correta a escolha de Gemma Arterton para a personagem-título. A atriz tem a mistura correta de inocência e sensualidade que uma Emma Bovary moderna pede. Esse atributo foi demonstrado por ela em O Retorno de Tamara (2010).

    Nesse tema, vale resaltar a forma como o filme em si seduz seu espectador. Como é de se esperar, uma nova figura masculina surge e com ele a tensão sexual. A aproximação entre Gemma e Hervé (Niels Schneider, de Um Reencontro) dinamiza o roteiro e permite boas cenas sensuais.

    O triângulo amoroso se completa com o marido, colocado em segundo plano para o espectador não se apegar demais e julgar Gemma. Por outro lado, Jason Flemyng tem boa presença de cena e uma beleza bruta que garantem que Charles não seja visto como um total paspalho na situação dramática construída.

    Os intérpretes foram bem selecionados, mas isso de nada serviria se o filme fosse desrespeitoso com a obra de Gustave Flaubert. A obcessão de Martin pelo romance transparece para o filme, que se torna uma bonita homenagem ao autor.

    Destaca-se também a participação da diretora Anne Fontaine (Amor sem Pecado) para o trunfo do longa. A realizadora já demonstrou coragem suficiente para expor ícones da cultura francesa na tela grande, como fez em Coco antes de Chanel (2009). Como resultado, não será surpreendente se Madame Bovary ganhar novos leitores por conta de Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte.

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