GENTE GRANDE

GENTE GRANDE

(Grown Ups)

2010 , 102 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 24/09/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dennis Dugan

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Sandler, Fred Wolf

    Produção: Adam Sandler, Jack Giarraputo

    Fotografia: Theo van de Sande

    Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams

    Estúdio: Happy Madison Productions, Relativity Media

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Ada-Nicole Sanger, Adam Sandler, Alec Musser, Alexys Nycole Sanchez, Andrew Bayard, Ashley Loren, Berkeley Holman, Billy Concha, Blake Clark, Cameron Boyce, China Anne McClain, Chris Rock, Christopher Borger, Colin Quinn, Connor Panzner, Dan Patrick, Daniel Cohen, David Spade, Dennis Dugan, Di Quon, Ebony Jo-Ann, Frank Gingerich, Henriette Mantel, Hunter Silva, J.D. Donaruma, Jackie Sandler, Jake Goldberg, Jameel McGill, Jamie Chung, Jeremy Weaver, Jonathan Crowley, Jonathan Loughran, Joshua Matz, Joyce Van Patten, Kevin Grady, Kevin James, Kyle Brooks, Lindsay MacDonald, Lisa M. Francis, Madison Riley, Maria Bello, Maya Rudolph, Michael Cavaleri, Morgan Gingerich, Nadji Jeter, Norm MacDonald, Richie Minervini, Rob Schneider, Sadie Sandler, Salma Hayek, Steve Buscemi, Sunny Sandler, Tim Herlihy, Tim Meadows

  • Crítica

    23/09/2010 15h49

    Quando vi o trailer de Gente Grande pela primeira vez imaginei que, com o elenco estelar que o filme tem, a comédia poderia se sustentar e projetar risos contínuos. O casting escolhido é respeitável: Adam Sandler, Rob Schneider, Maria Bello, Maya Rudolph, Chris Rock, Kevin James, David Spade, Tim Meadows. Porém, apesar da boa escolha de atores, o filme não rende tanto quanto prometia.

    A história: Trinta anos após a formatura do colégio, cinco amigos se reencontram para passar um fim de semana juntos. Com suas mulheres e filhos, eles celebram o feriado de quatro de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, em uma casa no lago, e comemoram também os anos de juventude e bons momentos.

    O humor do longa, dirigido por Dennis Dugan (Segurança Nacional) e roteirizado por Adam Sandler, carrega uma linha descompromissada, na qual os atores fazem piadas e riem de si mesmos. Não é aquela coisa de ver os caras caracterizados, fazendo gracinhas enquanto eles mesmos permanecem sérios e você se “esborracha” de rir. Porém, Gente Grande não chega a ser um fracasso.

    Usando a amizade como pretexto, a história segue sob um ritmo que entretém. O interessante é que muitas pessoas irão se identificar com esse companheirismo dos carismáticos personagens e, possivelmente, até farão um “revival” da própria vida. A reunião entre os amigos, 30 anos depois do início de sua amizade, mostra como a vida pode ser generosa com uns e nem tão boa com outros. Esse pé na realidade é o que faz o filme de Adam Sandler dar certo o suficiente pra não cair direto no DVD.

    Seu último filme, Tá Rindo Do Quê?, não foi apreciado pelo público, se tornando até chato pra dizer a verdade. Mas parece que ele sentiu esse revés e resolveu reconsiderar sua imagem como comediante trazendo para os seus planos seus amigos de longa data. O filme mostra justamente a imagem de companheirismo entre os cinco atores, que estão na estrada há muitos anos, e são famosos também por se apresentarem em “stand up comedy”, pelos EUA.

    Gente Grande
    talvez nos dê uma idéia mais profunda de como possam ser suas vidas fora das telas, quando se encontram pra jogar conversa fora. Além disso, não há muito que se esperar de homens casados, com filhos, que resolvem passar o fim de semana em um lugar propício para esse tipo de evento. Nesse caso, numa casa à beira de um lago.

    Em alguns momentos, as sacadas cômicas são certeiras e, por isso, não dá pra aguentar as gargalhadas. Isso é bem positivo. Mas, embora seja uma comédia, algumas lições de moral permeiam o sentido para o qual a história ruma e isso faz com que o longa caia no piegas. Isso quebra a primeira intenção, que é o de fazer rir. Vários clichês poderiam ser contornados se essa mensagem de positivismo coletivo não existisse. Não, não sou a favor da maldade, simplesmente acho desnecessário certas idéias “bonitinhas” para agradar a todos. Isso não convence quem vai ao cinema pagar pra dar risada.

    O filme de Dennis Dugan é um filme dúbio em sua essência, pois pode tanto fazer rir como simplesmente pode fazer com que o espectador não goste de simplesmente nada. Cabe a você querer arriscar.

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