GEORGE, O CURIOSO

GEORGE, O CURIOSO

(Curious George)

2006 , 87 MIN.

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jun Falkenstein

    Equipe técnica

    Roteiro: Clare Sera, Dan Gerson, Joe Stil, Karey Kirkpatrick, Ken Kaufman, Michael McCullers, Robert L. Baird

    Produção: Bonne Radford, Brian Grazer, David Kirschner, Jon Shapiro, Ron Howard

    Trilha Sonora: Heitor Pereira, Jack Johnson

    Estúdio: Imagine Entertainment, Universal Pictures

    Elenco

    David Cross, Dick Van Dyke, Drew Barrymore, Eugene Levy, Will Ferrell

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Simpático, alegre, solitário e - claro - muito curioso, George é um divertido macaquinho que mora na África. Tudo para ele é uma eterna descoberta. Sua curiosidade fica ainda mais aguçada quando ele avista uma figura estranha, totalmente vestida de amarelo, em plena selva africana. Trata-se do atrapalhado Ted, um guia que se meteu sem querer no coração do continente em busca de um ídolo raro que poderia salvar da falência o museu onde trabalha. Ted não encontra a tal relíquia, mas encontra George, que acaba embarcando - também por acaso - no navio que levará os dois até a civilização.

    Macacos "fora d'água" causando confusão na cidade grande, todos sabem, não é exatamente uma novidade no cinema. Mas este simpático e alegre desenho animado, cheio de simplicidade, tem na total falta de pretensão o seu maior mérito. George, o Curioso tem a nítida - e talvez única - função de divertir e nada mais. Promessa que cumpre por meio de personagens e situações engraçadas, diálogos espertos e um traço simples que muitas vezes nos remete aos desenhos televisivos de algumas décadas atrás.

    George, o Curioso é baseado numa série de livros infantis escritos por H.A Rey e Margret Rey, nomes artísticos do casal alemão Hans Augusto Reyersbach e Margarete Elizabeth Waldstein. George, apesar de ter suas histórias ambientadas na África, na realidade foi inspirado por um macaco brasileiro: durante uma viagem pelo rio Amazonas, Hans se encantou com os macacos que se balançavam pelos cipós. Ele chegou inclusive a trabalhar no Rio de Janeiro, onde sua família, fugindo do nazismo, abriu uma empresa no setor de banheiras.

    Transformar o personagem em filme foi um projeto desenvolvido em segredo por quase dez anos. A direção foi entregue a Matthew O'Callaghan, que já havia trabalhado como animador da Disney nos desenhos A Pequena Sereia, Uma Cilada Para Roger Rabbit, O Natal do Mickey e outros. Matthew optou pelos traços simples para enfatizar a ingenuidade do personagem, mesmo porque tanto a coleção de livros, como agora o filme, são destinados exclusivamente ao público infantil, trafegando na contramão da tendência atual da animação, que, por uma questão de mercado, também tenta sempre atingir os adultos. Mesmo assim, George, o Curioso conseguiu arrecadar nas bilheterias americanas a respeitável quantia de US$ 60 milhões.

    Falando em bilheterias, dólares e Disney, preste atenção na mensagem final do filme: para sobreviver, o museu onde trabalha o personagem principal é obrigado a se transformar num parque temático para sobreviver...

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