GIGANTE

GIGANTE

(Gigante)

2009 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 21/08/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adrián Biniez

    Equipe técnica

    Roteiro: Adrián Biniez

    Produção: Augustina Chiarino, Fernando Epstein

    Fotografia: Araudo Hernandez

    Trilha Sonora: Daniel Yafalián

    Estúdio: Ctrl Z Films, Ibermedia, IDTV Film, Montevideo Socio Audiovisual, Pandora Filmproduktion, Rizoma Films

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Andrés Gallo, Ariel Caldarelli, DiegoArtucio, Fabiana Charlo, Fernando Alonso, Horacio Camandule, Leonor Svarcas

  • Crítica

    19/08/2009 11h14

    Vivemos numa era de cada vez mais intensa comunicação virtual e cada vez mais raros os contatos pessoais. Um momento social que tem rendido bons filmes e boas reflexões. E entre estas belas reflexões cinematográficas, soma-se agora o envolvente Gigante, coprodução entre Uruguai, Argentina, Alemanha e Espanha, vencedora de três prêmios no Festival de Berlim, incluindo o Grande Prêmio do Júri.

    O filme narra com extrema simplicidade o cotidiano de Jara (Horacio Camandule), segurança de um supermercado acostumado a ver a vida através de monitores de vídeo. Durante o dia, ele dorme, assiste a televisão ou joga videogame. À noite, acompanha toda a movimentação do mercado onde trabalha por meio do circuito interno de monitoramento. Jara quase não fala com ninguém, não mantém relações pessoais, praticamente não interage. Uma vítima da timidez e do nosso tempo.

    Eu suas vigílias noturnas pelos monitores de segurança, ele acaba se apaixonando pela faxineira Julia (Leonor Svarcas). Aliás, pela imagem de Julia que, por sua vez, sem ter o mínimo conhecimento da paixão platônica que provoca, também busca companhia no mundo virtual das lan houses. A paixão de Jara torna-se cada vez mais obsessiva, mas, para concretizá-la, ele terá de romper barreiras profundas e – talvez, quem sabe – se aventurar pelo perigoso mundo das relações reais.

    Gigante tem o ritmo da noite, habitat favorito de seu protagonista: reflexivo, silencioso, deliciosamente relaxante e ao mesmo tempo misterioso. É um filme tão calado e introspectivo quanto o seu personagem principal. Ao não se apoiar na palavra falada, o diretor Adrián Biniez dá uma aula de cinema, de história contada por meio da câmera e de seus ótimos atores.

    O filme tem vários pontos em comum com o também premiado (e também uruguaio) Whisky, tanto em termos técnicos, como em estéticos. Os estéticos já foram citados: ritmo reflexivo, introspecção, uma certa mordacidade, um humor corrosivo e uma reflexão social sagaz. Quanto aos técnicos, o diretor de Gigante fez uma pequena participação como ator em Whisky (como o personagem Dardo), além do fato de Fernando Epstein ter sido o editor e o produtor de ambos os filmes.

    Uma última curiosidade: o excelente grandalhão Horacio Camandule, que faz o papel-título, não é ator profissional, mas sim um professor de escola primária, descoberto pela produção do filme.

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