GIOVANNI IMPROTTA

GIOVANNI IMPROTTA

(Giovanni Improtta)

2013 , 101 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/05/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • José Wilker

    Equipe técnica

    Roteiro: Mariana Vielmond

    Produção: Carlos Diegues, Renata de Almeida Magalhães

    Fotografia: Lauro Escorel

    Estúdio: Globo Filmes, Luz Mágica

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Alcemar Vieira, André Mattos, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Eduardo Galvão, Gillray Coutinho, Gregório Duvivier, Guida Vianna, Hugo Carvana, Jô Soares, José Wilker, Julia Gorman, Norival Rizzo, Othon Bastos, Participações Especiais: Milton Gonçalves, Paulo Goulart, Paulo Mathias Jr, Roney Villela, Thelmo Fernandes, Thogun Teixeira, Yago Machado

  • Crítica

    15/05/2013 17h31

    Não se pode negar que José Wilker foi corajoso. Ator consagrado, resolveu fazer sua estreia atrás das câmeras com uma comédia farsesca, gênero que mistura humor com crítica social e caracteriza-se por personagens caricatos e situações inverossímeis. Não deu certo. Enfadonho e mal realizado, Giovanni Improtta não obtém êxito em nenhuma frente. Como comédia, não é engraçado. Como crítica social é raso como piscina de criança.

    O longa tem como personagem central o contraventor baseado em personagem homônimo criado pelo novelista Aguinaldo Silva, que ganhou fama nacional durante a exibição da novela Senhora do Destino em 2004. É estrelado por Wilker e Andrea Beltrão e reúne inúmeros coadjuvantes de luxo como Milton Gonçalves, Otton Bastos, Hugo Carvana, Paulo Goulart e Jô Soares - todos subaproveitados na trama.

    Com roteiro frágil, muitas arestas a aparar e um sem-número de piadas sem graça, o filme tenta se agarrar ao carisma de seu personagem central para não naufragar antes da subida dos créditos. Inevitavelmente, faz água bem antes disso. Coadjuvantes mal desenvolvidos e situações cômicas idem deixam nas costas do bicheiro brega de fala errada a tarefa de arrancar o riso da plateia. Não dá certo e, ao longo da projeção, vai cansando o espectador pela repetição exaustiva de gags.

    No longa, Giovanni deseja a todo custo entrar para a high society carioca e legalizar sua situação investindo no ramo dos cassinos. É traído, acusado de assassinato e, em vez de colunas sociais, passa a estampar as páginas policias. Paralelamente, vê sua vida pessoal entrar em crise depois que a mulher descobre uma pulada de cerca.

    Em meio à trama principal, o roteiro tenta se mostrar atual tocando em assuntos como corrupção policial, preconceito, bullying, evangélicos na política, etc. Tudo muito mal explorado seja do ponto de vista da crítica social seja na busca do humor. A certa altura passar a ser recorrente ao longo do filme aquele típico momento constrangedor em que a plateia está em silêncio quando deveria estar rindo. Cadafalso para quaquer comédia, farsesca ou não.

    Em abril, durante o último Cine PE – Festival do Audiovisual, onde o longa teve sua primeira exibição pública, Wilker disse à imprensa que "a última pretensão do filme era fazer rir". Declaração incongruente tendo em vista que a produção está sendo vendida ao público como comédia. Contradições de lado, se essa era a intenção, Wilker chegou lá.


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