GLEE 3D: O FILME

GLEE 3D: O FILME

(Glee: The 3D Concert Movie)

2011 , 84 MIN.

Gênero: Musical

Estréia: 16/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Tancharoen

    Equipe técnica

    Produção: Dante Di Loreto, Ryan Murphy

    Fotografia: Glen MacPherson

    Estúdio: Ryan Murphy Productions

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Amber Riley, Ashley Fink, Chord Overstreet, Chris Colfer, Cory Monteith, Darren Criss, Dianna Agron, Harry Shum, Heather Morris, Jenna Ushkowitz, Kevin McHale, Lea Michele, Mark Salling, Naya Rivera

  • Crítica

    12/09/2011 14h39

    Aproveitando o sucesso da série de televisão, o produtor Ryan Murphy colocou a trupe de Glee numa turnê filmada, cuja versão chega agora aos cinemas. Insiste-se em se chamar o resultado final de Glee 3D – O Filme. Engodo, pois o 3D é praticamente imperceptível, sequer cumprindo a obrigação mínima de aproximar o público do show. Além disso, alcunhar de “filme” um apanhado de músicas intercaladas por depoimentos de fãs é piada, né?

    Por isso, não olharemos para o produto de Ryan Murphy como filme, mas material audiovisual movido pela esperteza de um produtor buscando meios de ampliar lucros. Assim como Jonas Brothers 3D: O Show, Justin Bieber: Never Say Never e, até mesmo, Michael Jackson’s This is It – com o adendo de este mostrar um dos grandes artistas do século 20, enquanto o restante...

    Se eu fosse fã da trupe do seriado musical politicamente correto sobre as diferenças, ficaria frustrado com Glee 3D – O Filme. Até mesmo os shows do Rei do Pop filmados em vídeo nos anos 1980, como a turnê Bad em Yokohama (1987), eram muito mais envolventes e mais bem filmados.

    Sem entrar no mérito do artista, mas nas próprias filmagens e no material audiovisual. Os enquadramentos e as possibilidades de aproveitar os 14 integrantes da trupe, as projeções no palco e o fogos de artifício laterais são ridículas. Os cantores/atores são vistos sempre nas mesmas posições, pulando e gritando Come On para um público frenético. Tudo sempre muito rápido, movimentado e barulhento. Sem respiro algum.

    Como exercício, proponho a você, caro leitor, que for ao cinema assistir a Glee 3D – O Filme, buscar no YouTube Wanna Be Starting Something Bad Tour. Então, ficará explícito o quão risível é este pretenso musical em terceira dimensão.

    Em vídeo, com muito menos câmera e efeitos, nos anos 80 a experiência de imaginar a potência de um show era mais forte e plena do que com inúmeras câmeras 3D, palco cheio de histéricos pulando e nauseantes efeitos luminosos.

    Hoje, na aparência, tem-se mais: movimento, cor, som, velocidade. Não passam de mecanismos para maquiar carência de conteúdo.


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