GOOD BYE SOLO

GOOD BYE SOLO

(Good Bye Solo)

2008 , 91 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/09/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ramin Bahrani

    Equipe técnica

    Roteiro: Bahareh Azimi, Ramin Bahrani

    Produção: Jason Orans, Ramin Bahrani

    Fotografia: Michael Simmonds

    Trilha Sonora: M. Lo

    Estúdio: Gigantic Pictures, ITVS, Lucky Hat Entertainment, Noruz Films

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Carmen Leyva, Diana Franco Galindo, Lane "Roc" Williams, Mamadou Lam, Red West, Souleymane Sy Savane

  • Crítica

    16/09/2009 16h08

    Pequenos dramas humanos dirigidos com simplicidade e talento podem render grandes filmes. Prova disso é o sensível Good Bye Solo, vencedor do Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza de 2008.

    O Solo do título é o apelido do taxista Souleyname (vivido por Souleymane Sy Savane), rapaz senegalês que trabalha nos EUA e tem como um de seus principais clientes fixos o rabugento e irascível William (Red West).

    Um é o oposto do outro. Solo é alegre, apaixonado pela vida, estuda para mudar de profissão, tem planos, esposa, enteada, uma camiseta escrito “Grécia” e o desejo de um dia conhecer Macchu Picchu. Por outro lado, William é fechado, depressivo, solitário, não fala com ninguém, e sua única diversão parecer ser ir regularmente ao cinema. Parece. Irônico: o verdadeiro “solo” da trama é William. A quem efetivamente se refere o “Goodbye” do título?

    De qualquer maneira, logo nos primeiros momentos de projeção ficamos sabendo que - ao que tudo indica - William pretende cometer o suicídio. E para isso vai precisar da ajuda do taxista. Tem início neste instante uma luta solitária de Solo para tentar dissuadir o amigo da ideia. Uma luta de mão única, já que William não baixa a guarda, não abre seu coração e não está disposto sequer a tocar no assunto. William passa a ser uma verdadeira obsessão para Solo, que não vai medir esforços para externar toda a sua amizade incondicional (e, novamente, de mão única) para tentar salvá-lo. Mas William quer ser salvo?

    Good Bye Solo segue o estilo que pode ser chamado de “slice of life”, ou “fatia da vida”. Isto é, para os paladares menos acostumados, dá a impressão que o projecionista se esqueceu de passar o primeiro e o último rolo do filme. Começa e acaba de repente, sem muitas explicações, sem fechar tudo o que abriu, sem se preocupar demasiadamente com a origem nem com o destino final dos personagens. O que é maravilhoso, pois coloca o espectador dentro da trama, tornando-o quase um co-autor de uma obra inacabada. Nada daquelas cansativas relações causa/ efeito das fórmulas comerciais, nas quais tudo precisa ser detalhadamente justificado. A emoção fala mais forte. A construção dos personagens é primorosa, o envolvimento emocional é praticamente imediato e a crescente carga de suspense é das mais eficientes para levar o público na ponta dos dedos, até o seu final.

    Um belo trabalho do roteirista e diretor Ramin Bahrani que, a despeito do nome, é nascido e criado nos EUA.

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