HALF NELSON

HALF NELSON

(Half Nelson)

2006 , 106 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ryan Fleck

    Equipe técnica

    Roteiro: Anna Boden, Ryan Fleck

    Produção: Alex Orlovsky, Anna Boden, Jamie Patricof, Lynette Howell, Rosanne Korenberg

    Fotografia: Andrij Parekh

    Trilha Sonora: Broken Social Scene

    Estúdio: Original Media

    Elenco

    Anthony Mackie, Christopher Williamson, Karen Chilton, Nathan Corbett, Nicole Vicius, Ryan Gosling, Tristan Wilds

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Half Nelson tem cara de filme independente: a iluminação é natural sempre, a câmera é tremida (o que incomoda no começo, mas o espectador logo se habitua a isso), a trilha sonora é incrível (com músicas já lançadas da banda indie norte-americana Broken Social Scene) e a história foca personagens desajustados. Mas a atuação da dupla de protagonistas - Ryan Gosling (O Mundo de Leland) e a estreante em longas-metragens Shareeka Epps - fazem com que o filme tenha aquele delicioso gosto amargo dos filmes independentes mais tristes e angustiantes, não os que simplesmente seguem fórmulas.

    Primeiramente, é importante observar que o motivo deste título ainda é um mistério para mim, já que ninguém no filme se chama Nelson. Mas tudo bem, isso não impede a compreensão desta história de amizades estranhas entre pessoas não mais normais do que os ambientes em que vivem.

    O filme se passa nos subúrbios de Nova York e explora a amizade entre o professor Dan Dunne (Gosling, indicado ao Globo de Ouro e Oscar pela brilhante atuação) e a aluna Drey (Shareeka Epps). Ela é negra e não tem referências adultas em seu dia-a-dia; ele é branco, letrado e viciado em drogas. Ela é brava e fechada; ele é carismático e brincalhão. Juntos, encontram um no outro referenciais para suas próprias vidas em situações que giram em torno do cotidiano de uma comunidade suburbana norte-americana, como o racismo, o tráfico e consumo de drogas.

    Pela simplicidade e profundidade de seus personagens, Half Nelson merece ser apreciado e degustado com calma. As atuações, fortes e convincentes, fazem com que o drama seja crível, envolvendo o espectador. A dinâmica que se forma entre os dois protagonistas, tão diferentes e tão parecidos na essência, é essencial para que a produção funcione de forma plena.

    Curiosidade: a história apareceu num filme pela primeira vez em 2004, quando o cineasta Ryan Fleck dirigiu o curta-metragem Gowanus, Brooklyn, que também conta a história de uma menina (Shareeka Epps) que desenvolve uma amizade com o professor.

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