HANCOCK

HANCOCK

(Hancock)

2008 , 92 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 04/07/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Berg

    Equipe técnica

    Roteiro: Akiva Goldsman, John August, Peter Berg, Vince Gilligan, Vincent Ngo

    Produção: Akiva Goldsman, James Lassiter, Michael Mann, Will Smith

    Fotografia: Tobias A. Schliessler

    Estúdio: Overbrook Entertainment

    Elenco

    Charlize Theron, Daeg Faerch, Darrell Foster, David Mattey, Jason Bateman, Johnny Galecki, Kate Clarke, Lauren Hill, Lily Mariye, Valerie Azlynn, Will Smith

  • Crítica

    04/07/2008 00h00

    Nem todo super-herói do cinema nasceu nas histórias em quadrinhos. O mais recente deles, Hancock, é uma criação original para a telona, assinada pelos roteiristas Vincent Ngo e Vince Gilligan, nomes experientes em seriados de TV.

    E quem seria, afinal, este Hancock? Quais os seus superpoderes e os seus segredos? Vivido por Will Smith, Hancock é tão forte, indestrutível e voador quanto o Super-Homem. Pelo menos neste primeiro filme, nada se percebe em relação à visão de raio laser, sopro congelante ou coisas do gênero. O que realmente chama a atenção é que se trata de um super-herói marginal, outsider, alcoólatra, sem uniforme e odiado pela população.

    Sim, ele só pratica o bem, mas não hesita em destruir viadutos e edifícios para impedir um roubo ou descarrilhar um trem inteiro para salvar uma única pessoa. Nos tempos atuais, Hancock é um super-herói que não interessa a ninguém, pois a relação custo/ benefício não é apropriada. É neste contexto que Ray (Jason Bateman), um profissional de relações públicas - meio fracassado, meio sonhador -, vê na figura de Hancock uma grande oportunidade de marketing. E vai tentar fazer dele um super-herói "dentro dos padrões".

    Hancock deve ser visto como uma fábula. Não espere muitas explicações racionais, nem tramas mirabolantes que justifiquem os personagens. É embarcar na brincadeira ou não. Quem se dispuser a entrar na magia certamente vai se divertir com as referências ao universo dos super-heróis. Como o fato de Hancock ser tão marginal que vive em Los Angeles e não em Nova York, como os poderosos mais "certinhos", acirrando ainda mais a rivalidade entre as duas cidades. Fora a questão do "obrigatório" uniforme do herói.

    Como é cada vez mais difícil encontrar no cinema idéias totalmente novas e originais, é inevitável e compreensível que o filme traga também referências a outras obras, como O Feitiço de Áquila (os amantes que carregam uma maldição que os impedem de ficar juntos) ou mesmo Os Incríveis (super-heróis obrigados a viver como pessoas normais, escondendo seus poderes). Nada que tire o encanto do bom roteiro.

    O diretor Peter Berg (do recente O Reino) tem o mérito de transitar por diferentes gêneros sem perder o pique do filme. Hancock é ao mesmo tempo uma aventura de ação, uma comédia e até mesmo um romance, sem abrir mão de sua identidade de "filme de super-herói". Os fãs de efeitos especiais também não terão do que reclamar, já que a produção, orçada em polpudos US$ 150 milhões, é bastante generosa e eficiente neste aspecto.

    É vestir a capa e deixar a imaginação voar.

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