HANNIBAL

HANNIBAL

(Hannibal)

2001 , 131 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: David Mamet, Steven Zaillian, Thomas Harris

    Produção: Dino De Laurentiis, Martha De Laurentiis, Ridley Scott

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Dino De Laurentiis Company, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Scott Free Productions, Universal Pictures

    Elenco

    Aaron Craig, Ajay Naidu, Alex Corrado, Andrea Piedimonte, Andrew C. Boothby, Anthony Hopkins, Boyd Kestner, Bruce MacVittie, Bruno Lazzaretti, Danielle de Niese, David Andrews, Don McManus, Ennio Coltorti, Enrico Lo Verso, Fabrizio Gifuni, Francesca Neri, Francis Guinan, Frankie Faison, Gary Oldman, Giancarlo Giannini, Giannina Facio, Harold Ginn, Hazelle Goodman, Ian Iwataki, Ivano Marescotti, James Opher, Johannes Kiebranz, Joseph M. West Jr., Judie Aronson, Julianne Moore, Kelly Piper, Kenneth W. Smith, Kent Linville, Marco Greco, Mark Margolis, Peter Shaw, Ray Liotta, Ricardo Miguel Young, Robert Rietty, Roberta Armani, Sam Wells, Ted Koch, Terry Serpico, Tom Trigo, William Powell-Blair, Zeljko Ivanek

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um dos psicopatas mais charmosos do cinema está de volta: Dr. Hannibal Lecter, mais conhecido como Canibal. Dez anos após O Silêncio dos Inocentes, vamos ficar sabendo finalmente o que aconteceu com o Dr. Lecter, depois que ele escapou do FBI e viajou até a Itália. Embora Hannibal seja assumidamente uma continuação de O Silêncio dos Inocentes, seria um erro tentar comparar os dois filmes. O primeiro segue a linha policial, tensa e investigativa. Este segundo é mais cerebral, menos aventuresco e, sem dúvida, mais sangrento.

    Como não poderia deixar de ser, o ator principal é o mesmo Anthony Hopkins. Mas, a agente Starling mudou: sai Jodie Foster, entra Julianne Moore, a estrela de Magnólia e Fim de Caso. O roteiro mostra o paradeiro de Hannibal sendo obsessivo e simultaneamente perseguido por três pessoas diferentes: o policial italiano Pazzi (Giancarlo Giannini), o milionário Mason Verger (Gary Oldman, transfigurado debaixo da pesada maquiagem de vítima do Canibal) e, claro, a agente Starling. Cada um tem seus métodos e, principalmente, os seus motivos. Entre os três, Hannibal orquestra sua sinfonia de dissimulações, de escapadas e - se preciso for - de extrema violência.

    Mesmo sem um grande roteiro nas mãos, o diretor Ridley Scott - o mesmo de Gladiador - conseguiu imprimir ao seu filme um clima de suspense fino e charmoso, coerente com o personagem título. A direção de arte é primorosa e a fotografia - em tons fortes e escuros, quase em alto contraste - proporciona a Hannibal um clima de sonho e de magia (as cenas filmadas em Florença são de extrema beleza).

    Os fãs de aventuras policiais, porém, poderão se decepcionar. O forte do filme não é a ação, mas sim os jogos psicológicos armados pelo psicopata. Um assassino tão encantador quanto perigoso... e lucrativo. Tanto que já foram iniciadas as negociações para a produção de um terceiro longa-metragem estrelado pelo hipnótico Dr. Hannibal Lecter.

    21 de fevereiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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