HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL

HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL

(Hannibal Rising)

2007 , 117 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 20/04/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Webber

    Equipe técnica

    Roteiro: Thomas Harris

    Produção: Dino De Laurentiis, Martha De Laurentiis, Tarak Ben Ammar

    Fotografia: Ben Davis

    Trilha Sonora: Ilan Eshkeri, Shigeru Umebayashi

    Elenco

    Beata Ben Ammar, Charles Maquignon, Dominic West, Gaspard Ulliel, Gong Li, Helena Lia Tachovska, Ivan Marevich, Kevin McKidd, Marko Igonda, Martin Hub, Nancy Bishop, Ota Filip, Petra Lustigova, Rhys Ifans

  • Crítica

    20/04/2007 00h00

    O personagem Hannibal Lecter apareceu pela primeira vez nos cinemas em Manhunter, longa de 1986 dirigido por Michael Mann. No entanto, foi somente em 1992 que o canibal tornou-se notório como um dos piores e mais carismáticos vilões do cinema em O Silêncio dos Inocentes. Criado pelo escritor Thomas Harris, protagonizou uma série de filmes baseados em suas publicações: além desses dois citados, Lecter também é foco de Hannibal (2001), Dragão Vermelho (2002) e, agora, Hannibal - A Origem do Mal. Pela primeira vez, não se trata de um filme baseado num romance de Harris previamente lançado: o próprio escritor criou o roteiro deste longa, que, posteriormente, virou romance.

    O título é auto-explicativo: Hannibal - A Origem do Mal mostra parte da infância e a juventude de Hannibal Lecter (vivido pelo jovem ator francês Gaspard Ulliel, de Eterno Amor). A história começa na Lituânia, onde os Lecter vivem cheios de posses, até que a Segunda Guerra chega e os alemães tomam conta da propriedade da família. Nem se escondendo numa pequena casa no meio da floresta a família consegue manter-se segura dentro do conflito. Após uma violenta invasão, somente o pequeno Hannibal (interpretado pelo estreante Aaron Thomas na idade infantil) sobrevive. Ele cresce traumatizado com as experiências desse período, especialmente após testemunhar o assassinato de Mischa (Helena Lia Tachovska), sua irmã mais nova. O que aconteceu com os Lecter na Segunda Guerra Mundial marca para sempre os rumos na vida do protagonista, especialmente em se tratando de sua principal característica: o canibalismo.

    O grande "charme" de Hannibal é o fato dele não ser um vilão clássico: ele é sedutor, carismático e extremamente culto. Dos atores que encarnaram o personagem nas telas, nenhum conseguiu superar Anthony Hopkins, que pela primeira vez não "veste a pele" do personagem (com exceção do longa feito antes de O Silêncio dos Inocentes). Talvez ele seja realmente insuperável nesta função. Mas, na verdade, esse não é o maior problema de Hannibal - A Origem do Mal, mas sim de que a produção simplesmente não tem ritmo, apesar da excelente direção de arte. Os acontecimentos são previsíveis e as atuações não convencem. A construção dos personagens, especialmente os vilões, como o alemão Grutas (Rhys Ifans, de Amor Para Sempre), é rasa e os fatos são tratados de forma superficial. Ou seja, o filme não convence como drama, muito menos como suspense. E, de fato, a escalação de um ator mais experiente no papel de um personagem tão complexo faria com que a produção ganhasse a densidade merecida para a função de contar como se formou a personalidade tão repleta de meandros deste vilão. Por isso, Hannibal - A Origem do Mal pode decepcionar os fãs do personagem.

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