HAPPY FEET: O PINGÜIM

HAPPY FEET: O PINGÜIM

(Happy Feet)

2006 , 108 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 24/11/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • George Miller

    Equipe técnica

    Roteiro: George Miller, John Collee, Judy Morris, Warren Coleman

    Produção: Bill Miller, Doug Mitchell, George Miller

    Fotografia: David Peers

    Trilha Sonora: John Powell

    Estúdio: Animal Logic, Kennedy Miller Productions, Village Roadshow Pictures, Warner Bros. Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    A.J. Buckley, Aimee Roldan, Alan Shearman, Aldis Hodge, Alyssa Shafer, Alyssa Smith, Anthony LaPaglia, Arif S. Kinchen, Billy "Sly" Williams, Brittany Murphy, Carlos Alazraqui, Cesar Flores, Charles Bartlett, Chris Edgerly, Chrissie Hynde, Christian Pikes, Danny Mann, Dee Bradley Baker, Denise Blasor, Diane Michelle, Django Craig, Efrain Figueroa, Eliana Reyes, Elijah Wood, Elizabeth Daily, Erin Chambers, Fat Joe, Fisher Keene, Giselle Loren, Hugh Jackman, Hugo Weaving, J. Grant Albrecht, Jeff Fischer, Jeffrey Garcia, Johnny A. Sanchez, Khadijah, Khamani Griffin, Kwesi Boakye, Kyndell Rose Crowell, Larry Moss, Lee Perry, Libby Lynch, Logan Arens, Lombardo Boyar, Magda Szubanski, Mari Weiss, Mark Klastorin, Michael Cornacchia, Michael Krepack, Michelle Arthur, Miriam Margolyes, Nicholas DeLaurentis, Nicholas McKay, Nicole Kidman, Nicole Richmond, Noreen Reardon, Olivia DeLaurentis, Peter Carroll, Rachel York, Richard Carter, Rickey D'Shon Collins, Robin Williams, Roger Rose, Ryan Munck, Scotty Cox, Seishirô Katô, Shane Baumel, Sonje Fortag, Spencer Lacey Ganus, Steve Irwin, Steve Pinto, T.J. Beacom, Tiriel Mora, Zoë Raye

  • Crítica

    24/11/2006 00h00

    O ex-cineasta e escritor Peter Bogdanovich disse há alguns anos que "todos os bons filmes já foram feitos". Discordo frontalmente, embora seja obrigado a reconhecer que muitas produções recentes se assemelhem a uma espécie de amálgama de "bons filmes já feitos". Happy Feet: O Pingüim, por exemplo, começa com uma cena musical que lembra demais Moulin Rouge - O Amor Em Vermelho!, segue nitidamente inspirado pelo clássico conto infantil O Patinho Feio, de Hans Christian Andersen, e depois se transforma num tipo de versão animada de A Marcha dos Pingüins. O que não chega a um demérito. O desenho tem, sim, suas qualidades.

    Ambientado magnificamente (é incrível o que o desenvolvimento da computação gráfica tem conseguido!) no Pólo Sul, o filme mostra o nascimento de Mano (ou Mambo, na versão original), um simpático pingüim imperador que, contrariamente a todos de sua espécie, não sabe cantar. Ele sabe, sim, sapatear, mas esta habilidade é considerada estranha e até ofensiva no seu grupo social. Desta forma, Mano cresce como uma espécie de "nerd", "perdedor", ou, como diriam os norte-americanos, loser, incapaz de se ajustar socialmente. Porém, ao encontrar acidentalmente um grupo diferente de pingüins "latinos", Mano vê uma luz nascer no fim da geleira.

    Happy Feet: O Pingüim é um filme irregular. Brinda o público com imagens belíssimas, desenvolve personagens divertidos, mas traz um roteiro de certa forma desequilibrado, que demora para engrenar, se estende demais em determinadas seqüências e nos minutos finais tenta resolver tudo rapidamente. Mesmo assim, acena com interessantes subleituras para quem quiser lê-las. Por exemplo, a tradicional e intolerante sociedade dos pingüins imperadores, comandada por um conselho de anciãos, não tem um jeitão de crítica ao Partido Republicano?

    Talvez o principal problema de Happy Feet: O Pingüim seja a busca desenfreada pela conquista tanto do público infantil como o adulto. Os produtores sabem que este tipo de desenho animado de alto custo (a estimativa é de que foram investidos US$ 85 milhões na produção) não pode correr o risco de fracassar nas bilheterias. E, para isso, necessitam agradar ao mesmo tempo pais e filhos. O que não é nada fácil. Nesta difícil tentativa, o filme levanta problemas que talvez sejam adultos demais para as crianças, ao mesmo tempo em que traz longas cenas de perseguição que talvez sejam cansativas demais para os adultos. Uma indefinição sempre perigosa.

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