HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

(Harry Potter and the Sorcerer's Stone)

2001 , 152 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 23/11/2001

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Columbus

    Equipe técnica

    Roteiro: Steven Kloves

    Produção: David Heyman

    Fotografia: John Seale

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: 1492 Pictures, Heyday Films, Warner Bros. Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adrian Rawlins, Alan Rickman, Alfie Enoch, Ben Borowiecki, Bonnie Wright, Chris Rankin, Daniel Radcliffe, Danielle Tabor, David Bradley, David Holmes, Derek Deadman, Devon Murray, Eleanor Columbus, Elizabeth Spriggs, Emily Dale, Emma Watson, Fiona Shaw, Geraldine Somerville, Harry Melling, Harry Taylor, Ian Hart, James Phelps, Jamie Waylett, Jean Southern, John Cleese, John Hurt, Josh Herdman, Julie Walters, Leilah Sutherland, Leslie Phillips, Luke Youngblood, Maggie Smith, Matthew Lewis, Nina Young, Oliver Phelps, Ray Fearon (voz), Richard Bremmer, Richard Griffiths, Richard Harris, Robbie Coltrane, Rupert Grint, Saunders Triplets, Scot Fearn, Sean Biggerstaff, Simon Fisher-Becker, Terence Bayler, Tom Felton, Verne Troyer, Warwick Davis, Will Theakston, Zoë Wanamaker

  • Crítica

    23/11/2001 00h00

    Antes mesmo de estrear, Harry Potter e a Pedra Filosofal já era considerado um dos grandes filmes do ano. Talvez o maior. Seu mega-lançamento simultâneo mundial (mais de 130 países em apenas 15 dias) e seus números astronômicos já faziam prever que o filme se transformasse, num passe de mágica, numa das maiores bilheterias dos últimos tempos. E não por acaso. O personagem lançado pela escritora escocesa J.K. Rowling, em 1997, rapidamente se transformou num fenômeno do mercado editorial. Até o momento, a série de livros com o bruxinho Harry já vendeu mais de 100 milhões de exemplares em 46 idiomas.

    A sempre delicada transformação livro-filme não decepcionou: um generoso orçamento de US$ 125 milhões e a colaboração direta da escritora no projeto cinematográfico fizeram de Harry Potter e a Pedra Filosofal, o filme, uma deliciosa viagem pelo mundo mágico dos bruxos e seres encantados. A caprichadíssima produção leva o espectador - de todas as idades - a vivenciar com entusiasmo ambientações das mais diversas, desde a singela estação de trem de Londres (onde uma estranha plataforma número 9 e ¾ serve de porta de entrada para o mundo dos bruxos), passando pelo super-elaborado Beco Diagonal (uma espécie de "Rua 25 de Março" medieval) e culminando com a incrível Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

    Mas as qualidades de Harry Potter e a Pedra Filosofal não param apenas no seu alucinante desenho de produção. Os atores mirins escolhidos para o filme dão banhos de interpretação, tanto o carente Rony (Ruper Grint) como a esperta Hermione (Emma Watson) e, claro, o personagem título, otimamente interpretado por Daniel Radcliffe, que também pode ser visto como filho de Geoffrey Rush em O Alfaiate do Panamá. Contrabalançando o elenco infantil, veteranas personalidades dos palcos e telas britânicas dão mais consistência ao casting. Entre elas, Richard Harris (professor Dunbledore), Maggie Smith (Professora McGonagall), John Hurt (Sr. Olivaras, o vendedor de varinhas mágicas) e John Cleese (Nick Quase Sem Cabeça).

    A história, para quem não conhece, mostra Harry morando com um verdadeiro "gato borralheiro" debaixo da escada de seus cruéis tios. Ao completar 11 anos, é revelado finalmente seu glorioso destino: freqüentar a Escola Hogwarts, uma espécie de Harvard da bruxaria, onde ele poderá desenvolver todos os seus incríveis talentos mágicos.

    A direção de Chris Columbis (o mesmo de Esqueceram de Mim) é convencional, porém competente. Não traz grandes arroubos de criatividade, mas consegue segurar a atenção da platéia durante as duas horas e meia de projeção. Um risco calculado, já que uma duração tão extensa nunca é recomendada para um filme infantil. Mas foi necessária para que as passagens mais conhecidas do livro não ficassem de fora e frustrassem os milhões de leitores.

    Na cena final, quando Hermione diz que é "estranho voltar para casa", Harry decide: "Mas eu não vou para casa. Não mesmo." Claro que não! Todos eles estão retornando aos sets de filmagens, onde a esperada continuação já está sendo produzida antes mesmo da estréia do primeiro filme. Os produtores precisam ser rápidos para que o elenco infantil não cresça e para que o timming do sucesso não seja desperdiçado em alguma fenda mágica de algum castelo perdido pelo tempo.

    19 de novembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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