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HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE II

(Harry Potter and The Deathly Hallows: Part II, 2011)

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13/07/2011 23h00
por Roberto Guerra
Harry Potter está de volta às telas. Desta vez, para a sua despedida. Prestes a chegar ao final, a saga do menino bruxo impressiona por ter mantido o fôlego, mesmo com algumas osciladas ao longo do caminho. Foram dez anos e sete sequências. A proximidade do desfecho, naturalmente, causou grande expectativa entre os realizadores, afinal, o menor deslize poderia desapontar o público e encerrar a série de forma medíocre. Não foi o que aconteceu, felizmente. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II vai além do esperado, mexe com as emoções e, sim, consegue a proeza de ser o melhor filme de toda a série.

No oitavo longa de uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, o clima de tensão e desesperança se estabelece logo de início. E não sem motivo. Voldemort está de posse da Varinha das Varinhas, disposto a atacar Hogwarts e falta a Harry, Hermione e Ron encontrar as demais horcruxes (única maneira de destruir “aquele-que-não-deve-ser-nomeado”) – que eles não sabem onde estão. Ao longo desta cruzada pouco auspiciosa e de desafios quase instransponíveis, vão sendo desvendados os mistérios das subtramas, como por que Severo Snape traiu Alvo Dumbledore e quem estaria por trás de pequenos auxílios a Potter e seus amigos, como o aparecimento da espada de Grifinória. Esses e outros mistérios que ficaram em aberto nos últimos filmes são explicados de forma crível no enredo muito bem-amarrado de Relíquias da Morte 2.

Bruxos também amam e alguns romances entre alunos de Hogwarts, que estavam no ar fazia tempo, enfim passam "do quase" para o "de fato". Num filme de clima pesado, são esses breves momentos de paixão se concretizando que aliviam um enredo recheado de destruição e mortes trágicas. Os fãs não são poupados. Os conflitos são dramáticos, tensos e violentos, tanto que a classificação indicativa do filme por pouco não saltou de 12 para 14 anos no Brasil.

Outra característica de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II é que, desta vez, os realizadores não ficaram preocupados em tornar o filme inteligível para quem não assistiu aos outros longas ou não leu os livros. Decisão acertada. A produção foi feita para quem conhece a história e seus personagens. Se não faz ideia do que seja “Avada Kedavra” nem perca seu tempo. Para você que sabe do que estou falando, prepare-se: a referida magia é corriqueira desta vez.

De resto, o último filme da franquia Harry Potter mantém a altíssima qualidade de produção vista nos outros episódios. A direção de arte é impecável e faz o espectador mergulhar na fantasia do filme como se tudo fosse real. O bom entrosamento do trio central de atores continua o mesmo depois de 10 anos do primeiro episódio.

Explicar o fenômeno de empatia do público com o menino bruxo não é tarefa fácil. Quando ainda rascunhava o que seria o primeiro livro da série, a inglesa J. K. Rowling não poderia imaginar que estava realizando uma mágica maior do que a de qualquer um dos bruxos citados em seus livros. E a bem-sucedida transposição deste universo para as telas se deve muito aos fãs que lotarão as salas de cinema do mundo inteiro a partir deste fim de semana. Foram eles que cobraram da Warner Bros. a maior fidelidade possível aos livros antes mesmo do lançamento do primeiro filme. E graças a eles a saga termina recebendo quatro estrelas deste crítico.

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