HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE II

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE II

(Harry Potter and The Deathly Hallows: Part II)

2011 , 130 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 15/07/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Yates

    Equipe técnica

    Roteiro: J.K. Rowling, Steve Kloves

    Produção: David Barron, David Heyman, J.K. Rowling

    Fotografia: Eduardo Serra

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: Heyday Films, Moving Pictures, Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adrian Rawlins, Afshan Azad, Alan Rickman, Alfie Enoch, Alfie McIlwain, Amber Evans, Anna Shaffer, Anthony Allgood, Ariella Paradise, Arthur Bowen, Ashley McGuire, Benedict Clarke, Benn Northover, Bertie Gilbert, Bob Yves Van Hellenberg Hubar, Bonnie Wright, Chris Rankin, Ciarán Hinds, Clémence Poésy, Daniel Radcliffe, Daphne de Beistegui, Dave Legeno, David Bradley, David Thewlis, Devon Murray, Domhnall Gleeson, Ellie Darcey-Alden, Emil Hostina, Emma Thompson, Emma Watson, Evanna Lynch, Freddie Stroma, Gary Oldman, Gary Sayer, Gemma Jones, George Harris, Georgina Leonidas, Geraldine Somerville, Graham Duff, Granville Saxton, Guy Henry, Hebe Beardsall, Helen McCrory, Helena Barlow, Helena Bonham Carter, Ian Peck, Isabella Laughland, Jade Gordon, James Phelps, Jason Isaacs, Jessie Cave, Jim Broadbent, John Hurt, Jon Key, Josh Herdman, Judith Sharp, Julie Walters, Katie Leung, Kelly Macdonald, Leslie Phillips, Louis Cordice, Maggie Smith, Mark Williams, Matthew Lewis, Michael Gambon, Miriam Margolyes, Natalia Tena, Nick Moran, Oliver Phelps, Penelope McGhie, Peter G. Reed, Philip Wright, Ralph Fiennes, Ralph Ineson, Robbie Coltrane, Rohan Gotobed, Ruby Evans, Rupert Grint, Rusty Goffe, Ryan Turner, Scarlett Byrne, Sian Grace Phillips, Suzanne Toase, Timothy Spall, Toby Papworth, Tom Felton, Tony Adkins, Tony Kirwood, Warwick Davis, Will Dunn, William Melling

  • Crítica

    13/07/2011 23h00

    Harry Potter está de volta às telas. Desta vez, para a sua despedida. Prestes a chegar ao final, a saga do menino bruxo impressiona por ter mantido o fôlego, mesmo com algumas osciladas ao longo do caminho. Foram dez anos e sete sequências. A proximidade do desfecho, naturalmente, causou grande expectativa entre os realizadores, afinal, o menor deslize poderia desapontar o público e encerrar a série de forma medíocre. Não foi o que aconteceu, felizmente. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II vai além do esperado, mexe com as emoções e, sim, consegue a proeza de ser o melhor filme de toda a série.

    No oitavo longa de uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, o clima de tensão e desesperança se estabelece logo de início. E não sem motivo. Voldemort está de posse da Varinha das Varinhas, disposto a atacar Hogwarts e falta a Harry, Hermione e Ron encontrar as demais horcruxes (única maneira de destruir “aquele-que-não-deve-ser-nomeado”) – que eles não sabem onde estão. Ao longo desta cruzada pouco auspiciosa e de desafios quase instransponíveis, vão sendo desvendados os mistérios das subtramas, como por que Severo Snape traiu Alvo Dumbledore e quem estaria por trás de pequenos auxílios a Potter e seus amigos, como o aparecimento da espada de Grifinória. Esses e outros mistérios que ficaram em aberto nos últimos filmes são explicados de forma crível no enredo muito bem-amarrado de Relíquias da Morte 2.

    Bruxos também amam e alguns romances entre alunos de Hogwarts, que estavam no ar fazia tempo, enfim passam "do quase" para o "de fato". Num filme de clima pesado, são esses breves momentos de paixão se concretizando que aliviam um enredo recheado de destruição e mortes trágicas. Os fãs não são poupados. Os conflitos são dramáticos, tensos e violentos, tanto que a classificação indicativa do filme por pouco não saltou de 12 para 14 anos no Brasil.

    Outra característica de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II é que, desta vez, os realizadores não ficaram preocupados em tornar o filme inteligível para quem não assistiu aos outros longas ou não leu os livros. Decisão acertada. A produção foi feita para quem conhece a história e seus personagens. Se não faz ideia do que seja “Avada Kedavra” nem perca seu tempo. Para você que sabe do que estou falando, prepare-se: a referida magia é corriqueira desta vez.

    De resto, o último filme da franquia Harry Potter mantém a altíssima qualidade de produção vista nos outros episódios. A direção de arte é impecável e faz o espectador mergulhar na fantasia do filme como se tudo fosse real. O bom entrosamento do trio central de atores continua o mesmo depois de 10 anos do primeiro episódio.

    Explicar o fenômeno de empatia do público com o menino bruxo não é tarefa fácil. Quando ainda rascunhava o que seria o primeiro livro da série, a inglesa J. K. Rowling não poderia imaginar que estava realizando uma mágica maior do que a de qualquer um dos bruxos citados em seus livros. E a bem-sucedida transposição deste universo para as telas se deve muito aos fãs que lotarão as salas de cinema do mundo inteiro a partir deste fim de semana. Foram eles que cobraram da Warner Bros. a maior fidelidade possível aos livros antes mesmo do lançamento do primeiro filme. E graças a eles a saga termina recebendo quatro estrelas deste crítico.

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