Pôster de Hebe - A estrela do Brasil

HEBE - A ESTRELA DO BRASIL

(Hebe - A estrela do Brasil)

2019 , 120 MIN.

14 anos

Gênero: Biografia

Estréia: 26/09/2019

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Maurício Farias

    Equipe técnica

    Roteiro: Carolina Kotscho

    Produção: Carolina Kotscho, Clara Ramos, Claudio Pessutti, Fernando Nogueira, Heloisa Jinsenji, Lucas Pacheco, Renato Klarnet

    Fotografia: Inti Briones

    Estúdio: Loma Filmes

    Distribuidora: Warner

    Elenco

    Andréa Beltrão, Caio Horowicz, Daniel Boaventura, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Marco Ricca

  • Crítica

    26/09/2019 15h26

    Por Thamires Viana

    Sempre exuberante e muito autêntica, Hebe Camargo foi uma mulher à frente de seu tempo em muito aspectos. Na memória do público, a apresentadora de TV mais querida do Brasil ficou marcada como uma mulher carismática e de sorriso largo, que distribuia selinhos e apelidos carinhosos como o famoso "Gracinha". Em Hebe - A Estrela Do Brasil, cinebiografia que chega aos cinemas nesta quinta-feira (26), conhecemos o lado B da vida da estrela e seus conflitos pessoais por trás das câmeras.

    Com roteiro assinado por Carolina Kotscho e direção de Maurício Farias, o filme é ambientado nos anos 80 e retrata um período complicado da vida de Hebe. A década foi marcada pela censura no período final da ditadura militar, esta que causou sua saída repentina da Rede Bandeirantes, o divórcio conturbado de seu marido e até mesmo um processo que quase levou a apresentadora para a prisão. É uma novidade para o público, já que em frente às câmeras, Hebe era sempre alto-astral e glamurosa.

    Na pele da apresentadora está Andréa Beltrão, atriz que entrega um de seus melhores trabalhos no cinema nacional. Evitando a perfeição que beira o caricato, Andréa nos traz leveza e confiança em sua atuação, algo difícil em cinebiografias de personalidades tão populares. Ela cria sua própria Hebe, claro, respeitando trejeitos e manias como o piscar de olhos frenético e a risada inconfundível. A atriz chegou a comentar em algumas entrevistas que foi um choque receber o convite já que não se parece fisicamente com a apresentadora. No entanto, o que vemos em tela é segurança e o resultado de um intenso laboratório feito por ela durante a produção do longa. 

    Na direção vemos uma dinâmica única para um filme do gênero. Divertida e dramática, a produção cria uma atmosfera confortável ao espectador, mesmo que este não tenha acompanhado de perto o trabalho da apresentadora. É um longa imersivo e profundo, que apesar de apresentar polêmicas ásperas sobre política, preconceito e violência doméstica, ainda mantém a sensibilidade para nos lembrar que Hebe era mulher, mãe e esposa antes de ser uma estrela da TV. 

    A roteirista teve base na vivência da apresentadora nos anos 80 usando documentos, fotos e relatos de Claudio Pessutti, sobrinho e ex-empresário de Hebe que a acompanhou durante longos anos. Por isso, Carolina não recriou uma Hebe em seu roteiro, mas trouxe à tona um lado mais palpável e consistente da mulher que conhecemos. Há momentos delicados de controvérsias e fraquezas retratados de forma natural e realista, o que torna o longa fiel e preciso.  

    A sintonia entre a direção comandada por Maurício e o roteiro de Carolina é evidente. Mesmo trazendo clima nostálgico, o longa se tornou completamente atual nesse período de polarização que vivemos no Brasil. O que complementa esse diálogo entre o passado e o presente é a direção mais ácida que Maurício oferece ao trabalho e aos ganchos mais diretos que ele puxa do roteiro para destacar as críticas sociais que a apresentadora fazia em seus programas e em entrevistas. 

    Uma de suas frases mais marcantes - "A Hebe não é de direita, a Hebe não é de esquerda, a Hebe é direta" - é destacada já no trailer e retrata bem o lado feminista, empoderado e independente que Hebe manteve durante sua vida. Mesmo que apresente suas inseguranças, o filme acerta ao não deixar que o drama engula o lado forte da apresentadora, principalmente quando os conflitos com o ex-marido - vivido pelo ator Marco Ricca - potencializam a crítica à violência doméstica. Outro ponto alto de seu empoderamento é quando ela, no auge de sua carreira, exige um salário maior ao entrar no SBT. 

    Hebe - A Estrela Do Brasil é fiel e verdadeiro, além de mesclar o humor e o drama de forma exemplar. É uma homenagem à mulher que nunca desistiu de lutar por aquilo que acreditava e que esperniou - quase sempre ao vivo - para falar sobre as injustiças sociais e os direitos da população brasileira. E no final, quando sobem os créditos, é impossível não se questionar sobre como seria se ainda tivéssemos a estrela na posse de um microfone falando para as câmeras tudo aquilo que pensava. 

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