HERBERT DE PERTO

HERBERT DE PERTO

(Herbert de Perto)

2006 , 60 MIN.

10 anos

Gênero: Documentário

Estréia: 09/10/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pedro Bronz, Roberto Berliner

    Equipe técnica

    Produção: Chris Alcazar

    Fotografia: André Horta, Paulo Violeta, Renato Carlos, Reynaldo Zangrandi

    Estúdio: TV Zero

  • Crítica

    07/10/2009 18h37

    Dirigido por Roberto Berliner (Pindorama – A Verdadeira História dos Sete Anões) e o estreante na direção Pedro Bronz, Herbert de Perto ganha destaque ao mostrar cenas da intimidade de Herbert Vianna, vocalista e guitarrista da banda de rock Paralamas do Sucesso.

    Berliner dirigiu alguns clipes dos Paralamas, por isso já existia uma relação entre o diretor e o grupo. No caso de Herbert de Perto, a proximidade foi fundamental para que o retratado abrisse as portas de sua casa à equipe do documentário, que foi exibido pela primeira vez no festival É Tudo Verdade em 2006 e chega três anos depois em circuito comercial. Vianna não chega a falar abertamente sobre a grande tragédia de sua vida, em fevereiro de 2001, quando o ultraleve que pilotava caiu no Rio de Janeiro. O acontecimento o deixou paraplégico depois de meses de recuperação e matou sua esposa e mãe de seus três filhos, a inglesa Lucy Needhan-Vianna, na época com 36 anos. O cantor fala mais sobre o início de sua carreira e a relação com a música desde a infância, além de dar acesso à equipe de documentar seu dia-a-dia.

    Com cenas rodadas até 2005, quando a banda estava lançando seu primeiro disco de músicas inéditas após o acidente (Hoje), Herbert de Perto é construído a partir de ótimas imagens de arquivos e depoimentos de pessoas que convivem com o cantor, como os membros do Paralamas – João Barone e Bi Ribeiro – e familiares, como os pais e o irmão, o antropólogo Hermano Vianna.

    O resultado não é dos mais profundos se compararmos a “documentários-irmãos”, como o superior Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa. No entanto, a disposição de Vianna que, sempre discreto, abre sua intimidade aos diretores, expondo-se de uma forma bastante corajosa, a mesma coragem que o fez seguir em frente após o episódio de 2001 e seguir, com a essencial ajuda de seus amigos de banda, fazendo música – certamente agrega muito valor ao longa-metragem.

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