HERENCIA

HERENCIA

(Herencia)

2001 , 90 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paula Hernández

    Equipe técnica

    Roteiro: Paula Hernández

    Produção: Rolo Azpeitia

    Fotografia: Víctor González

    Estúdio: Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA)

    Elenco

    Adrián Witzke, Eduardo Cutuli, Héctor Anglada, Julieta Díaz, Martín Adjemián, Rita Cortese

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O cinema argentino tem sido tão bem recebido no Brasil que até produções menos recentes como esta, de cinco anos atrás, acabam conseguindo algum espaço no nosso circuito lançador. Mesmo já tendo sido exibida na TV por assinatura.

    De qualquer maneira, vale conferir esta singela história de encontros e reflexões ambientada em algum lugar do país vizinho. A trama fala de Olinda (Rita Cortese), uma senhora italiana que desembarcou na Argentina após a 2ª Guerra Mundial e se estabeleceu no país como proprietária de um pequeno restaurante. Certo dia ela conhece o jovem Peter (Adrián Witzke), um rapaz alemão que não fala espanhol e chega repentinamente a Buenos Aires em busca do que ele supõe ser seu grande amor. Do encontro entre estas duas pessoas, ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais, nascem vários níveis de descobertas e reflexões. De alguma forma, estes dois europeus cruzaram o Atlântico em busca de seus sonhos e cada um, a seu modo, se desencanta e se decepciona. Porém, se navegar é necessário, tanto Olinda como Peter terão de reinventar os seus próprios destinos se quiserem continuar pelejando a eterna busca pela felicidade.

    Herencia traz aquele agradável sabor agridoce que tão bem caracteriza a produção argentina. Mistura desilusões e grandes doses de nostalgia com acenos de otimismo e momentos poéticos. Talvez peque somente por ceder demais a fórmulas já pré-estabelecidas (veja, por exemplo, como o final remete a Cinema Paradiso), surpreendendo pouco ou quase nada o público já acostumado com tais padrões. Mas, mesmo assim, é terno, sincero e vale o ingresso. Pena que sua diretora e roteirista, Paula Hernández, ainda não tenha realizado mais nada para a tela grande, até o momento.

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