HERÓIS IMAGINÁRIOS

HERÓIS IMAGINÁRIOS

(Imaginary Heroes)

2004 , 112 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dan Harris

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan Harris

    Produção: Denise Shaw, Frank Hübner, Gina Resnick, Illana Diamant, Moshe Diamant

    Fotografia: Tim Orr

    Trilha Sonora: Deborah Lurie, John Ottman

    Elenco

    Deirdre O'Connell, Emile Hirsch, Jay Paulson, Jeff Daniels, Kip Pardue, Michelle Williams, Ryan Donowho, Sigourney Weaver

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Heróis Imaginários tem o mesmo mote de incontáveis produções independentes norte-americanas: famílias problemáticas de classe média. O tema, bastante explorado no cinema, é abordado de forma sensível e forte neste filme graças, principalmente, aos carismáticos personagens.

    Sandy (Sigourney Weaver) e Ben Travis (Jeff Daniels) são pais de três jovens. Penny (Michelle Williams) é a mais velha e saiu de casa para freqüentar as aulas da faculdade. Matt (Kip Pardue) é o orgulho da família: campeão de natação, o jovem se prepara para as eliminatórias para a próxima Olimpíada. O mais novo é Tim (Emile Hirsch) e é ele quem narra a história. Logo no começo do filme, Matt - que odiava natação mais do que qualquer pessoa, como o próprio irmão diz - comete suicídio. Provavelmente por não agüentar a pressão de ter todas as expectativas da família, especialmente de Ben, sobre seus ombros. É o patriarca, inclusive, que desmorona quando enterra o filho. Aos poucos, essa família, já disfuncional, começa a deixar de esconder que esses problemas existem.

    Heróis Imaginários é dirigido e roteirizado por Dan Harris (que escreveu Superman Returns), que trata as situações de forma honesta e simples. Elas são valorizadas pela performance dos atores: o jovem Emile Hirsch (Show de Vizinha) consegue segurar bem a condução do drama, mas quem realmente rouba a cena é Sigourney Weaver - o que não é nenhuma novidade.

    De uma forma bastante sensível, o filme aborda, principalmente, valores familiares e a falta de comunicação. A produção se passa num mundo onde as pessoas parecem viver anestesiadas em relação a sentimentos. Estando sempre à beira da morte, de uma forma ou de outra, os personagens de Heróis Imaginários vivem entrando e saindo de estados catatônicos. Até verem suas realidades tragicômicas e aparentemente simples desmoronarem.

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