HOJE

HOJE

(Hoje)

2011 , 90 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tata Amaral

    Equipe técnica

    Roteiro: Felipe Sholl, Jean-Claude Bernardet, Rubens Rewald

    Produção: Caru Alves de Souza, Tata Amaral

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: Livio Trachtenberg

    Estúdio: PRIMO Filmes, Tangerina Entretenimento

    Distribuidora: H2O Filmes

    Elenco

    Cesar Troncoso, Cláudia Assunção, Denise Fraga, João Baldasserini, Lorena Lobato, Pedro Abhull

  • Crítica

    17/04/2013 15h24

    Tarefa temerosa rodar um filme todo passado em um apartamento, com basicamente dois atores em cena, e não fazê-lo parecer uma peça teatral filmada. A diretora Tata Amaral (de Um Céu de Estrelas e Antônia - O Filme) correu o risco e, de fato, conseguiu transformar Hoje num produto cinematográfico.

    Nota-se claramente a intervenção da diretora no controle do ponto de vista do público, o trabalho bem executado de enquadramentos, troca de planos e cenografia. A boa montagem também é um adendo esforçando-se para dar dinâmica ao filme.

    A diligência, no entanto, não impede Hoje de ir perdendo fôlego e interesse ao longo do tempo. Mesmo com Denise Fraga surpreendendo como protagonista de um drama – a atriz faturou o prêmio da categoria na edição de 2011 do Festival de Brasília – o longa torna-se cansativo ao longo do tempo com seus diálogos monótonos que pouco revelam além do que já sabemos ou podemos concluir. E assim seguimos até o final, sem grandes surpresas, sem grandes revelações, guardando um mínimo de interesse sobre o futuro da personagem central.

    Hoje é uma adaptação do livro Prova Contrária, de Fernando Bonassi. Conta a história de Vera (Denise), ex-militante política que recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido (Cesar Troncoso, de Infância Clandestina), vítima da repressão desencadeada pela ditadura militar. Com o dinheiro, compra o apartamento onde a história se desenrola. A conhecemos no momento da mudança para o novo lar, que representa para ela uma nova vida também. É quando surge inesperadamente uma visita surgida do passado que a obriga a repassar sua trajetória e fazer um acerto de contas com ela mesma.

    Daí em diante os traumas e dores de Vera vão surgindo por meio de diálogos, trocas de olhares e projeções que Tata Amaral usa como recurso narrativo. Já sabemos de antemão que essa catarse é apenas um rito de passagem para a nova fase da vida dessa mulher. E o atrativo – ou não – em Hoje é acompanhar o desenrolar, sem novidades nem clímax, desse momento de autodescoberta da protagonista.

    Há ainda no filme a inserção de três personagens secundários (dois carregadores da empresa de mudança e uma vizinha) que servem apenas distrair o público e tirar o foco vez ou outra dos protagonistas. Todos dispensáveis, como prescindível parece a história ao subir dos créditos.



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