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HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR

(Spider-Man Homecoming, 2017)

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30/06/2017 18h01
por Daniel Reininger

Homem-aranha: De Volta Ao Lar é o primeiro filme solo do teioso sob o comando da Marvel Studios, mas ainda produzido em conjunto com a Sony Pictures. E a parceria deu um belo resultado. O longa é leve, engraçado e capaz de capturar tudo o que fez Peter Parker ser um dos personagens mais amados da cultura pop ao longo das últimas décadas.

O longa desenvolve o personagem mostrado em Capitão América: Guerra Civil, com Tom Holland muito inspirado no papel, definitivamente o melhor ator a viver o personagem nas telonas. A trama é simples: Com sua nova armadura, Peter quer provar para Tony Stark (Robert Downey Jr.) que pode ser um Vingador, mas também quer conquistar Liz (Laura Harrier) e acaba se deparando com um grupo de traficantes de armas high tech.

Em meio a tudo isso, o filme usa bem o lema "com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades", afinal, Peter não é responsável apenas por suas ações como Homem-Aranha, neste filme, ele precisa ser um bom aluno, um bom sobrinho para Tia May (Marisa Tomei), um bom amigo para Ned e um bom par para Liz.

A Marvel já havia provado que Holland era o cara certo para viver o Aranha em Guerra Civil, mas este filme termina de vender essa ideia. Assim como Gal Gadot é a Mulher-maravilha e Downey Jr. é o Tony Stark, Holland é Peter Parker. Ele casa muito bem com o personagem e interpretá-lo parece algo natural. Sem falar que é, sem dúvida, a versão mais próxima dos quadrinhos em comparação com os intérpretes anteriores. Os fãs agradecem.

Dessa vez, Peter é inteligente, loser, típico adolescente nerd e com forte senso de moral. Mesmo quando ele faz besteira, fica claro que quer fazer o bem, mas ainda é um adolescente e nem sempre consegue medir suas ações. Ele manda muito bem e tem uma cena particularmente incrível de diálogo com o vilão vivido por Michael Keaton.

Curiosamente, Keaton e Downey Jr. aparecem muito menos do que o esperado. No caso do Homem de Ferro, isso é algo positivo, afinal, o longa corria o risco de depender demais de Stark, tirando espaço do cabeça de teia, o que não acontece. As cenas com Downey Jr. são muito boas e o personagem aparece na medida certa, com Happy (Jon Favreau) como contato entre Stark e Parker, mas quando Tony aparece é possível sentir seu impacto na vida do protagonista.

Entretanto, no caso de Keaton esse sumiço é um problema, já que o ator manda muito bem como vilão quando está na tela, algo raro para os filmes da Marvel. Com mais profundidade do que costumamos ver no MCU, mas com menos espaço, ele é um cara normal, indignado como os ricos, como Stark, tratam os trabalhadores. É possível se relacionar facilmente com ele, já que seu único interesse é prover para sua família. Ele é um criminoso com acesso à tecnologia e não um vilão maquiavélico com planos elaborados.

O elenco de apoio todo é muito bom. Marisa Tomei é uma tia May moderna, Zendaya é surpreendente, mas o destaque mesmo é Jacob Batalon como Ned, amigo nerd de Peter que logo descobre a verdade por trás do "estágio" que Peter afirma fazer com Tony Stark e passa a ser o parceiro ideal para Peter em suas aventuras.

A forma como o longa se passa no colegial o diferencia o suficiente dos outros longas da Marvel, assim como a ação se passar boa parte do tempo no subúrbio. As coisas funcionam bem também principalmente por não existir algo urgente como "salvar o mundo" em jogo. Entretanto, o longa sofre com alguns problemas de ritmo e diversas vezes fica arrastado.

O filme usa e abusa da tecnologia de forma realmente muito interessante. O uniforme do Aranha é simplesmente sensacional, o tipo de detalhe que apimenta as coisas sem tirar a essência no personagem. Os gadgets do vilão também são muito legais, em especial um que permite atravessar paredes de metal. É o melhor do sci-fi e de um filme da Sessão da Tarde unidos de forma harmoniosa. 

Homem-Aranha: De Volta ao Lar tem boas cenas de ação, mas não são elas que fazem do filme algo realmente bom. A interação dos personagens, as piadas, a história de um adolescente lidando com mais do que pode suportar e os elementos de sci-fi que sabem como usar o background tecnológico do MCU pós-batalha de Nova York fazem desse filme algo realmente único. Como as melhores histórias do Aranha, é algo leve, divertido e com muito carisma.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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