Cartaz de Homem-Aranha Aranhaverso

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO

(Spider-Man into the Spider-Verse)

2018 , 117 MIN.

10 anos

Gênero: Animação

Estréia: 10/01/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Michael Bendis, Phil Lord, Sara Pichelli, Stan Lee, Steve Ditko

    Produção: Christina Steinberg

    Trilha Sonora: Daniel Pemberton

    Estúdio: Columbia Pictures, Lord Miller Productions, Marvel Animation, Marvel Entertainment, Pascal Pictures, Sony Pictures Animation, Sony Pictures Entertainment (SPE)

    Montador: Robert Fisher Jr.

    Distribuidora: Sony

    Elenco

    Brian Tyree Henry, Chris Pine, Edwin H. Bravo, Greta Lee, Jake Johnson, John Mulaney, Kathryn Hahn, Kimiko Glenn, Liev Schreiber, Luna Lauren Velez, Mahershala Ali, Melanie Haynes, Muneeb Rehman, Natalie Morales, Nick Jaine, Nicolas Cage, Oscar Isaac, Shameik Moore, Stan Lee, Zoë Kravitz

  • Crítica

    08/01/2019 16h45

    Por Diego Canha

    Sem segredo ou enrolação, Homem-aranha No Aranhaverso é um divisor de águas. Com ótimo ritmo, animação revolucionária e personagens carismáticos, o longa entrega uma adaptação perfeita tanto para quem ama o Amigão da Vizinhança, quanto para quem não.

    Miles Morales nasceu no universo Ultimate dos quadrinhos. O sucesso foi tanto que Miles migrou para a linha tradicional. A história rapidinho: Miles Morales ganha seus poderes e um acidente dimensional coloca outras quatro versões do Aranha para resolver o problema causado pelo Rei do Crime, mais do que isso eu quero que você veja no cinema. E os motivos abaixo vão te convencer.

    O filme inicia com uma sequência maravilhosa para nos apresentar quem é Miles Morales. O jovem com mãe latina e pai policial, apaixonado por grafite e que sai colando seus stickers por aí é uma retratação rara de ver no cinema, mas que eleva a produção por cuidar desses detalhes que realmente trazem uma representatividade ao filme.

    Representatividade é uma dessas palavras da moda que são tão usadas que acabam perdendo seu poder. Mas em Homem-Aranha no Aranhaverso você sente o peso do que é realmente se importar em chegar ao público carente de protagonistas capazes de cumprir essa demanda.

    A técnica da animação chama atenção por ser realmente inovadora. Ele usa uma alta taxa de quadros que causa efeito impressionante, acredito que em uma tela grande deve funcionar melhor do que na TV. O uso de quadros para pensamentos (como nos quadrinhos) é usado para ajudar a contar a história, mais do que só um excesso visual. Que esse estilo de animação vire a regra para super-heróis, pois saí do cinema com a sensação de que o clássico usado pelos desenhos da Warner/DC ficou muito datado.

    Além disso, o cuidado para diferenciar cada Aranha merece destaque. Os movimentos de Peter Parker são muito semelhantes aos que já vimos nos filmes de Sam Raimi. Porém na hora de mostrar a Spider-Gwen em ação é incrível notar como ela parece uma bailarina em suas ações, ou então como Miles tem um gingado diferente que o Homem-Aranha clássico. É incrível.

    Outra solução muito boa é a apresentação de cada Aranha... Feita em uma mistura de quadrinhos e animação, as cenas são uma enchente de referências. Na verdade, o filme todo é repleto de referências, que vão desde os primeiros filmes do Aranha aos quadrinhos, passando por Donald Glover, homenagem justa já que Miles foi criado a partir do barulho que foi feito após o ator vestir a roupa de Homem-Aranha em Community. Inclusive essa cena da série é reprisada na animação.

    O desenvolvimento de Morales é feito de forma cuidadosa e traz os elementos que são fundamentais para quem ama Peter Parker e sabe que o herói é muito mais do que uma frase do tio Ben. O filme lida com expectativas, não apenas com a responsabilidade da clássica "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", de maneira maravilhosa. O trio Miles, seu pai e seu tio traz os momentos mais emocionantes do filme, onde vemos a tentativa de não repetir os erros do passado que estragaram a relação entre os irmãos.

    Miles Morales é o Homem-Aranha que precisamos em 2019. E o trabalho apresentado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman já pode ser considerado um clássico. Com a essência do que fez as pessoas se apaixonarem pelo Aranha décadas atrás, eu considero o melhor filme do herói já feito ao lado de Homem-aranha 2, de Sam Raimi. Obrigado Brian Michael Bendis e Sara Pichelli por sua criação!

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