HOP - REBELDE SEM PÁSCOA

HOP - REBELDE SEM PÁSCOA

(Hop)

2011 , 97 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 21/04/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tim Hill

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Lynch, Cinco Paul, Ken Daurio

    Produção: Christopher Meledandri, Michele Imperato

    Fotografia: Peter Lyons Collister

    Trilha Sonora: Christopher Lennertz

    Estúdio: Illumination Entertainment, Relativity Media, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Benjamin Moore Jr., Bily Bowers, Carlease Burke, Chelsea Handler, Christian Long, Cici Lau, Coleton Ray, David Goldsmith, David Hasselhoff, de: James Marsden, Django Marsh, Dustin Ybarra, Elizabeth Perkins, Eric McKinnie, Gary Cole, Greg Lewis, Hank Azaria, Hope Levy, Hugh Laurie, Hugh M. Hefner, Jayden Lund, Jimmy Carter, Joey Williams, Kaley Cuoco, Mark Riccardi, Nick Drago, Rick Pasqualone, Russell Brand, Shane Cambria, Sophia Strauss, Tiffany Espensen, Tracy Pierce, Veronica Alicino, Will Cleveland Smith

  • Crítica

    18/04/2011 09h00

    O outsider, peixe fora d’água, que não se encaixa numa lógica social estabelecida volta a servir de base para um enredo cinematográfico na animação Hop – Rebelde Sem Páscoa. Com um porém: a mesma história já originou recentemente uma ótima animação, Como Treinar Seu Dragão.

    Colocar o filme de Tim Hill, produção da Illumination Entertainment (Meu Malvado Favorito), ao lado do filme de Chris Sanders e Dean Deblois, produção da Dreamworks (Kung Fu Panda), dá uma ideia de tudo que HOP – Rebelde sem Páscoa tenta ser, mas não consegue.

    Essencialmente, falta carisma para os personagens – especialmente os adultos, totalmente infantilizados – e combinação mais precisa dos gêneros (aventura e comédia, principalmente). Enquanto Como Treinar seu Dragão coloca a tecnologia a serviço de personagens cheios de humanismo, Hop – Rebelde sem Páscoa é histriônico. Demora muito até o tal rebelde do título ser tolerável.

    O coelho que cria a confusão é Júnior (voz original de Russell Brand). Seu pai, Phill (Hank Azaria), é o coelho oficial da páscoa, mas já está na hora de distribuir tarefas para o filho. Só há um problema: Júnior não tem a menor vontade de coordenar a tarefa, pois seu sonho é se tornar um astro da música, um exímio baterista. Quando chega a hora da decisão, Júnior foge da Ilha de Páscoa, vai parar no mundo dos humanos e acidentalmente se encontra com Fred Lebre (James Marsden, fraquíssimo).

    A identificação entre dois personagens que desafiam a autoridade paterna (Júnior não quer ser o coelho da páscoa, Fred resiste às pressões por aceitar qualquer trabalho) até dá um fôlego para a animação. Mas esse sopro de inspiração não se sustenta durante Hop – Rebelde sem Páscoa. Em vez de questionador, Júnior vira um adolescente reclamão e Fred, em vez de deslocado, é pintado como um bobalhão atrapalhado.

    Dentro da sua proposta de entreter, Hop – Rebelde sem Páscoa é irregular – especialmente a parte final, resolvida com muita preguiça no roteiro de Cinco Paul, Ken Daurio (dupla de Horton e o Mundo dos Quem!) e Brian Lynch (do inédito O Gato de Botas). Nem tão desastroso quanto Zé Colmeia, nem tão nobre quanto O Mágico. Num estalo, Hop – Rebelde sem Páscoa já escapou da memória.


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