ILHA RÁ-TIM-BUM: O MARTELO DE VULCANO

ILHA RÁ-TIM-BUM: O MARTELO DE VULCANO

(Ilha Rá-Tim-Bum: O Martelo de Vulcano)

2003 ,

anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eliana Fonseca

    Equipe técnica

    Roteiro: Roberto D'Ávila

    Produção: Patrick Siaretta, Roberto D'Ávila

    Fotografia: Cláudio Portiolli

    Trilha Sonora: Mário Manga

    Estúdio: TV Cultura, Warner Bros

    Elenco

    Bárbara Paz, Ernani Moraes, Greta Eleftheriou, Paulo Nigro, Rafael Chagas

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Detesto ver filme brasileiro que eu não gosto. Mais do que crítico, sou um torcedor do nosso cinema, e quando eu vejo um filme nosso que não "decola', que não funciona, me dá uma sensação igual àquela de ir ao estádio e ver o próprio time perder. É uma pena, mas foi assim que vi O Martelo de Vulcano, longa-metragem baseado na série de televisão Ilha Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.

    No filme, a turma da Ilha - ou seja, Gigante (Paulo Nigro), Rouxinol (Greta Eleftheriou), Majestade (Thuanny Costa), Micróbio (Rafael Chagas) e Raio (Abayomi de Oliveira) - vai tentar entender por que o terrível Nefasto (Ernani Moraes) quer de todas as maneiras se apoderar do mitológico Martelo de Vulcano. Para isso, eles recorrem à ajuda da boa bruxa Hipácia (Graziella Moretto) e da sábia aranha Nhã-nhã-nhã (Angela Dip). O problema é que o público também parece não compreender muito bem os motivos de toda aquela correria em torno do Martelo. Claro que Nesfato quer o poder absoluto, e as crianças precisam evitar isso a todo custo, mas tudo é muito solto, num roteiro mal-costurado que dá a impressão de termos entrado no cinema com o filme começado. Será que é preciso acompanhar o seriado da TV para curtir melhor o filme? Se isso for verdade (confesso que não assisto ao seriado), trata-se de, no mínimo, um grande erro de marketing.

    O visual do filme também não ajuda. Dos cenários aos efeitos especiais, dos figurinos à maquiagem, tudo tem um jeitão indisfarçável de buffet infantil, que não retrata de maneira alguma os R$ 2,5 milhões investidos na produção. E a fotografia é sempre escura, sombria, trabalhando com planos fechados, o que dá ao filme uma conotação invariavelmente triste e lúgubre, longe do colorido vibrante que é sempre tão atrativo para as crianças. Ah, e falta humor aos diálogos. Por mais que o elenco se esforce - e ele se esforça - faltou um toque mais "José Roberto Torero" ou mesmo "Luís Fernando Veríssimo" para dar mais ritmo e graça ao que é dito no filme.

    É uma pena ver o time da gente perder assim.


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