IMPÉRIO DOS SONHOS

IMPÉRIO DOS SONHOS

(Inland Empire)

2006 , 180 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/12/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Lynch

    Equipe técnica

    Roteiro: David Lynch

    Produção: David Lynch, Mary Sweeney

    Fotografia: David Lynch

    Trilha Sonora: Marek Zebrowski

    Estúdio: Absurda, Asymmetrical Productions, Camerimage Festival, Fundacja Kultury, Inland Empire Productions, StudioCanal

    Elenco

    Adam Zdunek, Alexi Yulish, Alfredo Ponce, Amanda Foreman, Ashley Calloway, Austin Jack Lynch, Bellina Logan, Brandon Reinhardt, Bryson Lang, Cameron Daddo, Carolina Cerisola, Chamonix Bosch, Charlene Harding, Diane Ladd, Dominika Biernat, Dominiquie Vandenberg, Dominiya Grudzka, Duncan K. Fraser, Edward St. George, Emily Stofle, Erik Crary, Erynn Dickerson, Ewa Jerzykowski, Fulani Bahati, Gail Greaves, Grace Zabriskie, Harry Dean Stanton, Heidi Bivens, Helena Chase, Henryka Cybulski, Ian Abercrombie, Jamie Eifert, Jan Hencz, Janusz Hetman, Jason Weinberg, Jay P. Work, Jennifer Locke, Jeremy Alter, Jeremy Irons, Jerry Stahl, John T. Churchill, Jordan Ladd, Joseph L. Altruda, Jovonie Leonard, Józef Zbiróg, Julia Ormond, Justin Theroux, Karen Baird, Karolina Gruszka, Kat Turner, Kazimierz Suwala, Keith Kjarval, Kris Kane, Kristen Kerr, Krzysztof Majchrzak, Latrina Bolger, Laura Dern, Laura Harring, Leah Morelli, Leon Niemczyk, Lisa Dengler-Eaton, Lou Buchignani, Marcin Brzozowski, Marek Szmigiel, Marek Zydowicz, Marian Stanislawski, Marsha Lewis, Mary Steenburgen, Masuimi Max, Melissa Lowndes, Michal Korolko, Michal Stopowski, Michelle Clark, Michelle Renea, Mikhaila Aaseng, Monique Cash, Naomi Watts, Nastassja Kinski, Neil Dickson, Nick 13, Pawel Kubisiak, Penny Hintz, Peter J. Lucas, Phil DeSanti, Randy Johnson, Robert Charles Hunter, Sara Glaser, Scott Andrew Ressler, Scott Coffey (voz), Scout Alter, Stanislaw Kazimierz Cybulski, Stanley Kamel, Suzete Belouin, Terry Crews, Terryn Westbrook, Tracy Ashton, Wendy Rhodes, William H. Macy, William K. McNeil

  • Crítica

    14/12/2007 00h00

    Império dos Sonhos é um típico filme de David Lynch: confuso, misterioso e totalmente sedutor. Por isso, agrada aos que apreciam o tipo de cinema que o diretor produz, claro, já que o público atingido por seus filmes é restrito e igualmente apaixonado.

    Nikki Grace (Laura Dern) é uma atriz cuja vida muda completamente após a visita de sua nova e assustadora vizinha (Grace Zabriskie). Ao ser escolhida para ser dirigida por Kingsley Stewart (Jeremy Irons) na refilmagem de um longa polonês cuja produção foi cercada de mistérios e maldições, ela se insere de vez na pele da protagonista do longa e sua vida caminha cada vez mais em direção à tragédia.

    Na medida em que o filme avança, as loucuras são cada vez mais inexplicáveis. Na realidade, não são explicações que Império dos Sonhos pretende dar ao espectador, mas sim um grande nó em sua cabeça. A narrativa do roteiro de Lynch não preza pela linearidade, muito pelo contrário. E, pensando bem, não são soluções fáceis que os espectadores dispostos a assistir a um longa do diretor buscam, mas sim o as provocações totalmente sensoriais que Lynch provoca no público com seus filmes. Em Império dos Sonhos, o suspense predomina; mais do que mostrar, Lynch esconde e, desta forma, provoca sensações. Em seu novo filme, o diretor consegue um resultado muito mais parecido com A Estrada Perdida (1997) do que com seu longa anterior, Cidade dos Sonhos (2001) pelo mistério da trama e dos elementos pitorescos inseridos na narrativa.

    Laura Dern, que não trabalha com Lynch desde Coração Selvagem (1990), tem em Império dos Sonhos a oportunidade para mostrar sua aptidão como atriz. E o faz com louvor. O diretor entrega em suas mãos a responsabilidade de interpretar duas mulheres: a atriz e o resultado de sua imersão no trabalho que desempenha no filme. Realidade e ficção se misturam dentro do longa-metragem e Laura é capaz de passar ao espectador todas as nuances da personagem, sendo peça-chave para que o cineasta consiga envolver o público com as loucuras concebidas por sua mente única na concepção deste filme.

    Trata-se, definitivamente, de uma produção que merece ser vista mais de uma vez.

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