INCONTROLÁVEL

INCONTROLÁVEL

(Unstoppable)

2010 , 98 MIN.

10 anos

Gênero: Ação

Estréia: 07/01/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tony Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Mark Bomback

    Produção: Alex Young, Eric McLeod, Julie Yorn, Mimi Rogers, Tony Scott

    Fotografia: Ben Seresin

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: Firm Films, Millbrook Farm Productions, Prospect Park, Scott Free Productions, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Adam Kroloff, Adrienne Wehr, Aisha Hinds, Alicia Murton, Amy Arce, Andy Umberger, Barry Ben Sr., Bill Laing, Carla Bianco, Carly Steel, Charles Van Eman, Chase Ellison, Chris Pine, Christopher Lee Philips, Christopher Stadulis, Corey Parker Robinson, David Flick, David Warshofsky, Denzel Washington, Diane Jonardi, Dihlon McManne, Dylan Bruce, Elizabeth Mathis, Ellen Gamble, Ethan Suplee, Gilda Estelle Chestney, Gretchen Bluemle, Heather Leigh, Jake Andolina, Jarrod DiGiorgi, Jeff Hochendoner, Jeff Wincott, Jennifer Boresz, Jeremiah Fragale, Jessy Schram, Joe Coyle, John D. Leonard, Joshua Elijah Reese, Juan M. Fernández, Kam Bott, Keith Michael Gregory, Kevin Bott, Kevin Chapman, Kevin Corrigan, Kevin Dunn, Kevin McClatchy, Khalio Walker, L. Derek Leonidoff, Lew Temple, Lissa Brennan, Matthew J Cates, Max Schuler, Maxx Hennard, Meagan Tandy, Mike Clark, Nathan Hollabaugh, Patrick McDade, Rebecca Harris, Richard Pelzman, Rick Chambers, Rick Rader, Rosario Dawson, Ryan Ahern, Scott A. Martin, Sean Derry, Shelby Camptella, Stephen Nelson, Stephen Taylor, Steve Gonzales, T.J. Miller, Tami Dixon, Thomas Riley, Tom Stoviak, Toni Saladna, Victor Gojcaj, Warren Sweeney, William Ward III

  • Crítica

    06/01/2011 10h11

    A velha fórmula dos filmes-catástrofe dos anos 70 está de volta. Com força total, muito talento e técnica, além da direção eficiente de Tony Scott, o mesmo de Top Gun – Ases Indomáveis e do recente O Sequestro do Metrô 123.

    Para quem não viu ou não se lembra, o cinema comercial americano da década de 1970 foi marcado por grandes produções que exploravam cinematograficamente as mais diversas situações-limite que pudessem colocar em risco máximo a maior quantidade possível de pessoas. Eram os chamados filmes-catástrofe. São daquela época os marcantes Inferno na Torre, O Destino do Poseidon, Terremoto e toda a série Aeroporto. O próprio Spielberg bebeu um pouco desta fonte – e a aprimorou - com seu genial Tubarão.

    Agora, Tony Scott recicla o estilo com o eletrizante Incontrolável, história incrivelmente baseada em fatos reais sobre um trem sem maquinista que dispara a toda velocidade pelo interior dos EUA, carregado de produtos explosivos, levando pânico por onde passa. Como sempre, é neste tipo de situação que surge o herói (quase) solitário, o homem com a coragem suficiente para ir contra tudo e contra todos em busca da solução que ele – e só ele – julga a mais correta. Podem chamar de clichê. Podem chamar de estilo. Tanto faz. Mas é exatamente dentro deste molde que Scott desenvolve uma filme de altíssima tensão, que faz o espectador grudar na poltrona talvez não da primeira, mas das primeiras cenas até o desfecho.

    Para isso, Incontrolável conta com pelo menos dois grandes méritos. Primeiro: mesmo durante o transcorrer de uma trama criada para ser ágil e turbinada, o roteiro soube como construir e aprofundar seus personagens para a criação da necessária empatia que provoca a torcida do espectador. E quando o papel principal é do sempre carismático Denzel Washington, o universo conspira a favor. Segundo: um fantástico trabalho de montagem e edição de som.

    Claro, as velhas fórmulas estão todas ali, mas é inegável que o filme cumpre religiosamente o que promete: ação incessante, de tirar o fõlego, numa produção de alto nível. Puro entretenimento, mas de qualidade.

    Sugestão: procure ver também Expresso para o Inferno, que Andrei Konchalovsky dirigiu em 1985.


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