INDEPENDÊNCIA

INDEPENDÊNCIA

(Independencia)

2009 , 77 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Raya Martin

    Equipe técnica

    Roteiro: Ramon Sarmiento, Raya Martin

    Produção: Arleen Cuevas

    Fotografia: Jeanne Lapoirie

    Trilha Sonora: Lutgardo Labad

    Elenco

    Alessandra de Rossi, Mika Aguilos, Sid Lucero, Tetchie Agbayani

  • Crítica

    30/10/2009 03h50

    Independência, de Raya Martin, é uma espécie de filme-símbolo de uma ideia do que pode passar com sucesso por um festival. Chega a incomodar a limpidez da imagem, o brilho artificial dos planos, que por sinal mostram uma floresta superficial que pode ser considerada o maior achado do filme. Todo esse cálculo parece dizer claramente: "ei, críticos, vejam meu belo filme, vejam como pisco para vocês", ou, maldosamente falando, "ei, emprego vários truques que vocês tanto gostam, falem bem, hein". E muita gente vai caindo assim facilmente nesse truque.

    Relativizações à parte, é fato que o diretor tem perfeito domínio do que quer mostrar e de como colocar a câmera e ocupar o espaço da tela. É um encenador de talento, apesar de se cercar de signos de culto de todos os lados (produzido pela Arte, pelo Hubert Bals, com agradecimentos a críticos dos Cahiers du Cinéma, a cineastas de grife, etc.)

    As referências cinematográficas de Raya Martin são diversas. Com Guy Maddin compartilha o desejo de voltar ao primeiro cinema, à época das descobertas da linguagem. Martin coloca, por exemplo, o sonho do protagonista dentro do plano, com um destaque esfumaçado, acima de sua cabeça. Méliès, Murnau, Vidor, cinema dos anos 1910 e 1920, em suma. Um retorno aos pioneiros.

    Existe, também, uma conexão clara com Alain Resnais, que já declarou preferir a filmagem em estúdios, porque assim ele tem o controle total sobre a luz. A floresta artificial de Martin se completa com uma pintura no fundo do cenário, pintura essa que é claramente fake. A tempestade, assim, pode fulgurar com intensidade, porque foi criada para tanto. É o ponto alto do filme.

    Independência, a despeito de certo cálculo ostensivo, se desenvolve bem, com algumas boas sacadas, especialmente nesse retorno às trucagens inaugurais do cinema. É esmola fácil para críticos deslumbrados, mas estes não cairão em vergonha, pois tem estofo por tràs das grossas camadas de verniz.

    - Dia 31/10 (sábado), Espaço Unibanco Augusta 3, 21h10 (Sessão 906)
    - Dia 2/11 (segunda-feira), Unibanco Arteplex 2, 15h20 (Sessão 1075)


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