INFÂNCIA ROUBADA

INFÂNCIA ROUBADA

(Tsotsi)

2005 , 94 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 07/06/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gavin Hood

    Equipe técnica

    Roteiro: Gavin Hood

    Produção: Peter Fudakowski

    Fotografia: Lance Gewer

    Trilha Sonora: Paul Hepker, Vusi Mahlasela

    Elenco

    Benny Moshe, Israel Makoe, Jerry Mofokeng, Mothusi Magano, Nambitha Mpumlwana, Percy Matsemela, Presley Chweneyagae, Zenzo Ngqobe

  • Crítica

    07/06/2007 00h00

    O maior destaque de Infância Roubada é o fato de que este filme sul-africano foi o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005. Até então, pouco se havia dito sobre esta produção, evidentemente influenciado por filmes como Cidade de Deus ao mostrar a criminalidade juvenil num país de Terceiro Mundo.

    Tsotsi (Presley Chweneyagae) vive numa favela em Johannesburgo. Seus pais provavelmente morreram de Aids, epidemia que ataca seu continente. Ao lado de três comparsas, o protagonista sobrevive de pequenos crimes, especialmente assaltos. Numa dessas ações, ele rouba um carro que tem nada menos do que um bebê no banco de trás. Ao invés de devolver o pequeno, Tsotsi tem a "brilhante" idéia de ficar com o bebê, mesmo sem ter a mínima idéia de como cuidar dele. A partir daí, acompanhamos uma verdadeira sucessão de erros do protagonista que tem tudo para levá-lo à tragédia. Adiada ao máximo, mas iminente.

    Infância Roubada é uma seqüência de clichês. Explorando uma miséria estética, sem as soluções criativas e o roteiro de Cidade de Deus, o filme tenta emocionar o espectador de qualquer forma, mas não consegue. O protagonista não tem carisma algum. Nem mesmo sabendo sobre seu passado trágico, que um dia ele foi uma criança com esperanças, o espectador consegue torcer para que ele consiga se dar bem. Muito pelo contrário: o garoto toma decisões tão estúpidas que seu destino não é mais do que o esperado. As interpretações são exageradas e a direção é pesada. Nem mesmo a favela cenográfica é capaz de enganar alguém.

    Resumindo: tudo em Infância Roubada dá a impressão de ser falso e pensado demais, sempre de olho na lágrima do espectador. Pode emocionar os mais sensíveis, mas a relação mais esperada é a sensação do tempo roubado. O do público, no caso.

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