INFERNO

INFERNO

(Inferno)

2016 , 121 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 13/10/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ron Howard

    Equipe técnica

    Roteiro: David Koepp

    Produção: Andrea Giannetti, Brian Grazer, Michael De Luca

    Fotografia: Salvatore Totino

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Imagine Entertainment

    Montador: Daniel P. Hanley, Tom Elkins

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Alessandro Fabrizi, Alessandro Grimaldi, Ana Ularu, Attila Árpa, Ben Foster, Björn Freiberg, Cesare Cremonini, Christian Stelluti, Fausto Maria Sciarappa, Felicity Jones, Ida Darvish, Irrfan Khan, James Fred Harkins Jr., Jon Donahue, Juan Ignacio Pita, Kata Sarbó, Lili Gesler, Luca Fiorilli, Martin Angerbauer, Mehmet Ergen, Mirjam Novak, Omar Sy, Paolo Arrighetti, Peter Linka, Peter Schueller, Sidse Babett Knudsen, Simone Mariani, Tom Hanks, Xavier Laurent

  • Crítica

    11/10/2016 19h04

    Por Iara Vasconcelos

    A parceria de longa data entre Ron Howard e Dan Brown deu origem a mais um filme. Apesar de ser visto como uma continuação de O Código Da Vinci e Anjos E Demônios, o longa conta com um elenco renovado, com Felicity Jones, Omar Sy, Irrfan Khan e Ben Foster, enquanto Tom Hanks reprisa o papel do professor Robert Langdon.

    O longa começa com Langdon tendo terríveis visões sobre o que seria o fim do mundo. Pessoas com feridas espalhadas pelo corpo, acometidas por pragas, ruas inundadas por águas vermelhas e fogo. Quando acorda de seu pesadelo, ele se vê em um quarto de hospital sob os cuidados da Dr. Sienna Brooks (Felicity Jones). A médica conta ao professor que ele tomou um tiro de raspão na cabeça e que foi encontrado misteriosamente nas ruas de Florença, na Itália. Tudo piora quando o professor não consegue se lembrar de nada do que aconteceu e nem como foi parar ali. Logo em seguida, a dupla é surpreendida por uma mulher armada que atira contra eles.

    Por sorte, conseguem fugir e vão até o apartamento de Sienna. Lá, Langdon descobre que está em posse de um mapa do inferno de Botticelli modificado para inserir pistas sobre o paradeiro de um vírus mortal, criado por um bilionário lunático, que acredita que o mundo está superpovoado e que as desgraças naturais são causadas por esse fato. Segundo suas crenças, o futuro do planeta só estará salvo se a humanidade for reduzida pela metade. A partir daíLangdon e Brooks – que é uma grande conhecedora de história – embarcam em uma frenética corrida contra o tempo para encontrar o vírus antes que outras pessoas mal-intencionadas o façam.

    A ação começa logo no início do filme e os fatos vão se desenrolando sem rodeios. Howard é um diretor experiente e consegue dominar bem o ritmo da narrativa, fazendo com que a história de desenrole de maneira ágil ao longo das duas horas de filme. Como já é de costume na franquia, ele aposta forte no misto de ação-turística, tão comum em franquias como 007, onde a perseguição só faz sentido se aliada ao belo cenário ao redor. A estratégia pode ser clichê e antiquada, mas serve à proposta de "caça ao tesouro" do filme. O longa sabe explorar muito bem as paisagens da Itália e da Turquia. As cenas filmadas no Palazzo Vecchio, por exemplo, revelam alguns detalhes e segredos da construção que só são acessíveis a historiadores, guias e por pessoas como Langdon, é claro.

    Hanks entrega mais uma boa atuação na pele do professor de simbologia, mas Felicity Jones não empolga na pele de Sienna. Ela mantém o tom "blasé" até mesmo depois de uma grande revelação envolvendo sua personagem. Já o francês Omar Sy e o indiano Irrfan Khan chamam a atenção mesmo com papéis de pouco destaque. Aliás, essa diversidade no elenco é um dos pontos positivos da produção.

    Quanto a trilha sonora, Hans Zimmer apresenta mais do mesmo e até chega a repetir alguns dos temas presentes nos filmes anteriores da franquia.

    Assim como seus antecessores, Inferno ainda mantém a aura de "enlatado de Hollywood", que abraça clichês e reviravoltas previsíveis. Dessa vez, nem os belos cenários italianos, nem o carisma de Hanks, conseguiram salvar a trama de um desenrolar tedioso e uma conclusão genérica, que poderia pertencer a qualquer outro filme cujo tema é "salvar o mundo".

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