INFIDELIDADE

INFIDELIDADE

(Unfaithful)

2002 , 124 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adrian Lyne

    Equipe técnica

    Roteiro: Alvin Sargent, William Broyles Jr.

    Produção: Adryan Line, G. Mac Brown

    Fotografia: Peter Biziou

    Trilha Sonora: Jan A. P. Kaczmarek

    Estúdio: Epsilon Motion Pictures, Fox 2000 Pictures, Regency Enterprises, Unfaithful Filmproduktion GmbH & Co. KG

    Elenco

    Al Cayne, Anne Pitoniak, Chad Lowe, Charles Glaser, Damon Gupton, Diane Lane, Dominic Chianese, Erich Anderson, Erik Per Sullivan, Frederikke Borge, Gary Basaraba, Geoffrey Nauffts, George F. Miller, Hal Smith-Reynolds, James Bruce-Gardyne, Joseph Badalucco Jr., Kate Burton, Larry Gleason, Leslie Shenkel, Lisa Emery, Liza Colón-Zayas, Marc Forget, Margaret Colin, Maria Gelardi, Matthew Maitland, Michael Emerson, Michelle Monaghan, Murielle Arden, Myra Lucretia Taylor, Olivier Martinez, Paul D. Failla, Richard Gere, Russell Gibson, Salem Ludwig, Sophia Wu, Tyree Michael Simpson, William Abadie, Zeljko Ivanek

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um dos maiores problemas que um filme pode ter é quando ele não consegue criar uma empatia forte entre seus personagens e o público. Em outras palavras, quando a platéia não se sente motivada em "torcer" pelos destinos dos protagonistas. Este talvez seja o principal problema de Infidelidade, drama norte-americano baseado no filme francês A Mulher Infiel, que Claude Chabrol dirigiu em 1969.

    Com pouca emoção, o diretor inglês Adrian Lyne (o mesmo do super badalado 9 e ½ Semanas de Amor) conta a história de Connie (Diane Lane, de Mar em Fúria), uma mulher de classe alta que por acaso conhece um charmoso francês durante uma forte ventania em Nova York. Ele é Paul (o parisiense Olivier Martinez, visto em A Camareira do Titanic e Antes do Anoitecer), típico representante de todos os estereótipos que se esperam de um europeu sedutor: mais novo, intelectual, simpático, barba por fazer, cabelos esvoaçantes, apreciador de vinhos, um certo desleixo estudado e - é claro! - uma incrível disposição para fazer amor em lugares e posições, as mais diferentes. Connie não resiste. Afinal, Paul representa exatamente o oposto da vida cara, asséptica e seguramente previsível que ela tem em sua luxuosa mansão no subúrbio. Os opostos imediatamente se atraem. Logo se estabelece o conflito: de um lado, uma aventura de sonhos. Do outro, a segurança de um relacionamento estável ao lado do marido Edward (Richard Gere).

    Tal conflito, porém, é conduzido friamente pelo diretor. Os personagens parecem distantes, sem identificação com o público. Muitas situações forçadas contribuem para a falta de química entre tela e platéia. A ventania que joga Connie nos braços de Paul, por exemplo, é um pouco difícil de aceitar. Assim como a facilidade que Edward encontra para carregar um peso que teoricamente seria muito grande (convém não contar o que é, para não estragar a trama). E como as pessoas se encontram facilmente nas ruas de Nova York, não? Mais: quem em sã consciência consegue acreditar que o jovem (e feinho) Erik Per Sullivan, do seriado de TV Malcolm, possa ser filho de Gere e Diane? Um flagrante erro de casting.

    O resultado é um filme longo, sem ritmo nem envolvimento, que dificilmente segura a atenção do público durante todos os seus 124 minutos de projeção.

    7 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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