INIMIGOS PÚBLICOS

INIMIGOS PÚBLICOS

(Public Enemies)

2008 , 140 MIN.

16 anos

Gênero: Policial

Estréia: 24/07/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Mann

    Equipe técnica

    Roteiro: Ann Biderman, Michael Mann, Ronan Bennett

    Produção: Kevin Misher, Michael Mann

    Fotografia: Dante Spinotti

    Trilha Sonora: Elliot Goldenthal

    Estúdio: Appian Way, Dentsu, Forward Pass, Misher Films, Relativity Media, Tribeca Productions, Universal Pictures

    Distribuidora: Universal Pictures Brasil

    Elenco

    Aaron Roman Weiner, Adam Clark, Adam Mucci, Alan Wilder, Andrew Blair, Andrew Steele, Andrzej Krukowski, Ben Mac Brown, Bill Camp, Billy Crudup, Branka Katic, Brian Connelly, Brian McConkey, Carey Mulligan, Casey Siemaszko, Chandler Williams, Channing Tatum, Christian Bale, Christian Stolte, Craig Spidle, Daniel Maldonado, Danni Simon, David Carde, David Paul Innes, David Warshofsky, David Wenham, Diana Krall, Domenick Lombardozzi, Don Frye, Don Harvey, Donald G. Asher, Duane Sharp, Ed Bruce, Elena Kenney, Emilie de Ravin, Gareth Saxe, Geoffrey Cantor, Gerald Goff, Giovanni Ribisi, Guy Van Swearingen, james Russo, Jason Clarke, Jason T. Arnold, Jeff Shannon, Jeff Still, Jim Carrane, Joe Carlson, John Fenner Mays, John Hoogenakker, John Judd, John Kishline, John Lister, John Michael Bolger, John Ortiz, John Scherp, Johnny Depp, Jonathan Macchi, Joseph Mazurk, Keith Kupferer, Kris Wolff, Kurt Naebig, Lance Baker, Laurence Mason, Leelee Sobieski, Len Bajenski, Lili Taylor, Madison Dirks, Marion Cotillard, Mark Vallarta, Martie Sanders, Matt Craven, Michael Bentt, Michael Sassone, Michael Vieau, Patrick Zielinski, Peter Defaria, Peter Gerety, Philip M. Potempa, Randy Ryan, Randy Steinmeyer, Rebecca Spence, Richard Short, Rick Uecker, Robert B. Hollingsworth Jr., Robyn Scott, Rory Cochrane, Sean Rosales, Shanyn Leigh, Shawn Hatosy, Spencer Garrett, Stephen Dorff, Stephen Graham, Stephen Lang, Stephen Spencer, Steve Key, Tim Grimm, Turk Muller, Wesley Walker, William Nero Jr.

  • Crítica

    22/07/2009 12h29

    Alguns bandidos exercem certo fascínio, tornando-se figuras notórias. John Dillinger [1903 – 1934] foi um deles. Atuando nos EUA em plena Depressão de 30, tornou-se uma espécie de herói do povo por assaltar bancos numa época em que essas instituições eram responsabilizadas pela crise econômica que assolou o país, um verdadeiro Robin Hood do século 20.

    Coube a Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) o desafio de dar vida ao ladrão de bancos conhecido pelo porte atlético, o carisma e por conseguir assaltar um banco em menos de dois minutos no longa-metragem Inimigos Públicos. O filme não pretende retratar de forma “quadrada” a vida do personagem, mas sim explorar os acontecimentos que antecederam sua morte, em diversas esferas. O roteiro, escrito por Ronan Bennett, Ann Biderman (Copycat – A Vida Imita a Arte) e Michael Mann (Miami Vice), este último também diretor do longa, interessa-se na forma como o grupo de Dillinger se organizou para atingir a notoriedade que teve, ao mesmo tempo em que explora a vaidade do bandido e o romance com a bela Billie Frechette (Marion Cotillard, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por Piaf - Um Hino ao Amor).

    Paralelamente, Inimigos Públicos também desenvolve a formação do FBI, instituição de combate ao crime criada a fim de tornar mais organizada, digamos, a ação da polícia na captura de bandidos, esses sim realmente organizados. Sob o comando de Melvin Purvis (Christian Bale) – policial obcecado pela captura de Dillinger -, os policiais passam a agir de forma organizada, focando na investigação e no trabalho da inteligência. O foco do longa está em ambos os lados, “mocinhos” e “bandidos”, mas jamais adquire uma posição maniqueísta.

    Inimigos Públicos toca em alguns assuntos pontuais nessa criação do FBI: a notoriedade dos bandidos, elevados ao status de celebridades numa época de depressão econômica; a relação da imprensa com ambos os lados da lei; o conflito de vaidades; e, principalmente, a audácia de Dillinger, que chega a conversar com policiais do departamento do FBI criado para sua caça sem ao menos ser reconhecido – momento que reproduz uma das passagens na vida do personagem, por mais absurda que pareça -, criando um retrato bastante interessante. A direção de Mann, com câmera na mão e enquadramentos intimistas – aliada às boas atuações - ajuda a levar o espectador a ter uma visão fora do convencional em se tratando de um tema tão explorado no cinema norte-americano.

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