Inside Llewyn Davis

INSIDE LLEWYN DAVIS - BALADA DE UM HOMEM COMUM

(Inside Llewyn Davis)

2013 , 105 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/02/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ethan Coen, Joel Coen

    Equipe técnica

    Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen

    Produção: Ethan Coen, Joel Coen, Scott Rudin

    Fotografia: Bruno Delbonnel

    Estúdio: Mike Zoss Productions, Scott Rudin Productions, StudioCanal

    Montador: Ethan Coen, Joel Coen

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adam Driver, Carey Mulligan, Ethan Phillips, Jeanine Serralles, Jerry Grayson, John Goodman, Justin Timberlake, Max Casella, Oscar Isaac, Robin Bartlett

  • Crítica

    21/02/2014 19h49

    Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum, de Ethan e Joel Coen, narra a história repleta de reveses de Llewyn Davis. Com seu violão em punho, sofrendo com o implacável inverno novaiorquino, ele luta para viver como músico apesar dos muitos obstáculos que tem de enfrentar. O longa é uma meditação divertida sobre a busca pelo sucesso e reconhecimento, permeada por algumas grandes atuações, sequências impagáveis e trilha sonora de primeira.

    Os irmãos Coen imprimem seu estilo pessoal e inconfundível de dirigir ao contar de forma bem-humorada o drama de seu personagem central, interpretado Oscar Isaac - guatemalteco radicado nos Estados Unidos - com maestria. Seu personagem busca triunfar na cena musical, mas conhece apenas fracassos. Vive do favor de amigos e estranhos e ganha alguns trocados com os poucos trabalhos que consegue.

    Repleto de músicas interpretadas pelo próprio Isaac e por Justin Timberlake e Carey Mulligan (que vivem o casal de amigos do Village), Inside Llewyn Davis evoca com humor e melancolia a cena musical de Greenwich Village, o bairro boêmio de Nova York, no início dos anos 1960. É neste cenário que Davis vive sua tortuosa relação com o sucesso, que não cruza seu caminho apesar do talento inegável.

    Apesar de bom no que faz, a capacidade de Davis para lidar com qualquer coisa parecida com a vida real é muito menos óbvia. Vamos descobrindo as nuances desse batalhador de maneira contemplativa, com o abnegado músico ganhando dimensão e profundidade para o espectador num cenário de tons desbotados que nos remete à época e momento vivido pelo artista frustrado.

    O filme muda de tom quando Davis cai na estrada determinado a participar de uma audiência com um dos maiores produtores de música folk dos EUA (F. Murray Abraham); uma viagem insana, espécie de odisseia que o leva a partilhar um carro com um músico de jazz mal-humorado (John Goodman) e seu fiel e lacônico companheiro (Garrett Hedlund). 

    Se o sucesso é a soma de talento com estar no lugar certo na hora certa, Davis só tem o talento mesmo. É um azarado de marca maior. Tudo dá errado em sua vida: perde o parceiro com quem formava dupla, engravida a amiga numa transa ocasional, deixa o gato de estimação de um colega fugir depois de passar a noite em sua casa... Mesmo quando pensa em desistir da vida artística, as coisa dão errado.

    Nos sentimos bem próximos desse protagonista porque ele é como os milhões de Lewis Davis espalhados pelo mundo, gente que prova que o fracasso está ao alcance de todos. O sucesso, esse sim, é exceção. Os Coen fazem com habilidade insuspeita um exame sedutor da cena popular da década de 1960 e lançam um olhar intimista sobre a luta de um homem posicionado entre a viabilidade comercial de seu trabalho e a expressão artística.

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