INTERVENÇÃO DIVINA

INTERVENÇÃO DIVINA

(Yadon Ilaheyya)

2002 , 92 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Elia Suleiman

    Equipe técnica

    Roteiro: Elia Suleiman

    Produção: Humbert Balsan

    Fotografia: Marc-André Batigne

    Estúdio: Ognon Pictures

    Elenco

    Azi Adadi, Bsoul Ahmas, Elia Suleiman, Haim Adri, Igal Arobas

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não tente entender Intervenção Divina numa primeira e rápida leitura. O filme exige muito mais do que isso. O diretor e roteirista palestino Elia Suleiman propõe uma espécie de quebra-cabeças. São quadros a princípio desconexos que aos poucos vão formando uma painel sobre a intolerância entre vizinhos (de uma forma geral) e/ou da situação entre árabes e palestinos (de uma forma mais ampla). Dentro de um estilo que chega a lembrar Jacques Tati, um homem joga sistematicamente seu lixo no terreno de seu vizinho. E fica indignado quando toda a sujeira retorna para ele. Outro homem reúne pacientemente dezenas de garrafas de vidro no alto de sua casa. Outro ainda toma vagarosamente seu café da manhã, diante de uma pilha de contas a pagar. Bem ao lado de uma guarita que controla a fronteira, um caso de amor se desenrola clandestinamente por entre as barricadas. Uma mulher palestina se transforma em ninja, durante um exercício de tiro. E para quem está achando todas estas situações estranhas demais para um filme, vale lembrar que a primeira cena de Intervenção Divina mostra um grupo de garotos tentando matar Papai Noel.

    Como se percebe, não é um filme de leitura linear. Pelo contrário, trata-se de uma obra aberta, extremamente cifrada, que deixa margem para várias interpretações. Talvez fosse até um filme que passasse despercebido em alguma sala pequena do Espaço Unibanco, não fosse pela polêmica internacional que ele acabou gerando, Intervenção Divina não foi aceito como representante da Palestina por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pelo fato dos EUA não reconhecer a Palestina como país. Coisas da política que infelizmente se sobrepujam à arte cinematográfica.

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